Meu estado de
espírito influencia na minha vontade e inspiração para colocar minha alma no
papel. Quando a fossa bate a minha porta e eu, inocentemente, permito que ela
entre, minhas emoções ficam a flor da pele, "tão a flor da pele que
qualquer beijo de novela me faz chorar", então escrevo, dessa forma eu
expulso minhas "dores" pela janela.
Mas como é bela a
dor de amar ou de tanto amor doer de sangrar, não sei bem. A verdade é que o
sofrimento é um dos melhores ingredientes para uma boa receita de "texto
perfeito". Não digo que só na dor se deve escrever, ou que só uma resenha
sobre a fossa saia perfeita, digo sim, minha mais pura inspiração é no momento
que minhas lagrimas estão expostas.
O fato é, resolvi por
em pauta minha incapacidade de escrever quando nada de emocionante acontece.
Por isso não me considero uma escritora e sim uma pseudo escritora, uma
grandessíssima metida, com a capacidade limitada.
Preciso de
estimulo, preciso de grandes sentimentos, alegrias e tristezas, felicidade e
dor. Preciso sentir o mundo, e traduzi-lo em minhas palavras. Gosto de
acreditar que posso parar o tempo. Escrever e fotografar são as minhas formas
para fazer isso, foi o meio mais bonito que encontrei para guardar sentimentos
e momentos, acho que a lembrança pode ser traiçoeira e minha memoria é
extremamente frágil. Escrever no momento de grandes emoções me faz ter a
impressão de um dia reviver aquilo ao ler tudo que um dia escrevi, pode até ter
um certo tom sadismo, pois eu escrevo as minhas fossas, mas na verdade não é.
Para mim é a maneira de não repetir meus erros ou no mínimo, não com as mesmas
pessoas, lembra: minha memoria é fraca.
Reler me faz ter a
impressão de que aquilo tudo foi pequeno e mesmo que minúsculo, não posso
repetir, pois posso cair na besteira de desvalorizar o que já vivi e passar por
toda aquela dor desnecessariamente. Ou eu simplesmente, conto uma estória,
coisas que passam pela minha cabeça, coisas que eu já vi acontecer, a maneira
de deixar tudo registrado para mim mesma é escrevendo.
Não ser uma
ESCRITORA, me dá o direito de errar, de escrever coisas aleatórias, fazer
poemas mal escritos, com rimas pobres, mas que mesmo assim serão poemas, me
permite contar uma estória imaginada por mim e matar qualquer personagem que por
algum motivo não faça mais sentido, minha estrita é viva, não nego, começo a
escrever uma coisa e entro em assuntos que nem iria tratar naquele momento
(como esse), posso ser incoerente (caguei para coerência, eu não sou coerente,
poxa... kk).
Sim, não escrevo a
toda hora, me falta inspiração para isso, mas quando eu escrevo, faço me
permitindo falar tudo que passa pela mente, eu grito para o mundo em linhas que
talvez, só eu leia, mas eu sigo escrevendo.
=*

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