terça-feira, 26 de agosto de 2014

Geminiana

Quando as coisas fogem do meu alcance 
Quando tudo parece fora do lugar
Ou pelo menos, estão se reorganizando por conta própria 
Uma conta que não é minha
Uma organização sem nome

O mundo gira
Águas de um rio nunca tornarão ser as mesmas
As pessoas mudam, eu mudei
Como uma boa geminiana, vivo em constante mutação 
Nunca satisfeita com nada, mas sempre feliz com tudo
Uma perfeita complicação

Não sei o que acontecendo
Mas tenho certeza de que vou gostar
Minha necessidade de aceitação é tão profunda 
Uma profundidade sem fim
Ou pelo menos, ainda não cheguei ao fim

Consigo no mesmo dia chorar de tristeza e alegria
E com sinceridade nas duas emoções
Minha inconstância combina com o resto
Tudo a minha volta é resto
Resto de pessoas que passaram por mim
Resto de sentimentos vividos
Resto de aprendizados que não absorvi 
Resto do que um dia foi eu

Não morro de dor
Mas morro de amor
Morrer é meu refuljo 
Uma forma de chegar a um tipo de eternidade 
Preciso sentir que alguma coisa é eterna 
Mesmo que nada em mim o seja

Mudanças de ideia e de humor
De temperamento e convicção 
Enjoo até da minha sonhada eternidade
Da minha sonhada liberdade
Até do meu próprio sonho


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