quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Cotidiano ;)

Outro dia me peguei admirando e fotografando uma bandeira nacional, estranhamente em frente a uma favela do Rio. Não acho estranha a favela, mas sim minha admiração. Eu sei que o Rio é cercado de comunidades, que todos os bairros têm pelo menos uma favela para contar história, mas ao ver aquela bandeira ali, um choque realidade me abateu. 
Eu nasci e cresci em uma comunidade na Zona Norte, na minha infância, ver gente armada na rua e usuários de drogas na minha porta, era normal. Hoje, já não moro mais lá, moro no mesmo bairro, mas em outra região e percebo o quão diferente pode ser dois mundos. 
Olhando de longe, vendo aquelas casinhas todas amontoadas em planta mais alta, com suas caixas d'água e suas paredes de tijolos, me pergunto então, se aquele povo tem um rosto, tem uma voz, por que, quando eu era pequena e via as pessoas na minha rua saindo para trabalhar de manhã e não eram os melhores empregos do mundo.
A luz faltava com frequência e as vezes demorava 24 horas para voltar, não importava o quanto a gente ligasse para light, nunca era o suficiente, então, descobriram o "gato" uma forma legal de ser ilegal, depois do gato, nunca mais faltou luz. Entrega de moves e eletrodoméstico, dificilmente entrava lá, por puro medo e eu não morava no morro não, era só mais uma comunidade da Zona Norte.
Hoje, olhando para o alto do morro, me pego pensando como será morar lá em cima. A melhor vista do mundo sob que preço? 
Enquanto as pessoas correm de um lado para outro no asfalto, um sem olhar na cara do outro, sem perceber o outro, pois o tempo não os permite esse tipo de preocupação, na comunidade um conhece o outro pelo nome, um ajuda o outro, acontece um tipo de cumplicidade sem igual. Quando um "favelado" vem para o asfalto, geralmente como um trabalhador, também passa despercebido, é só mais um tentando vencer na vida entre os leões, rezando para voltar para casa onde tudo é mais comum, onde o Bom Dia é dado sem dor. 
E o perigo? Por ter morando em uma comunidade, sei bem como é. Bandido de dentro não rouba morador, e se acontece qualquer coisa com qualquer pessoa daquele lugar é questão de honra a "vingança". Não sei como funciona nas grandes favelas, mas pelo menos aqui era assim. É muito mais perigoso ir para o asfalto, ser assaltado por qualquer pivete (eu nunca fui assaltada, mas sei do que estou falando). 

Eu sou extremante patriota, adoro o meu país e especialmente amo ser carioca, amo ser cercada de favelas e praias paradisíacas, amo nosso sotaque (o carioquex, é o melhor do mundo), amo a nossa hospitalidade. Eu sei que o Rio é o lugar mais caro de se viver, sei que o perigo aqui é eminente, que o transito é um horror e que tem um pivete para cada habitante nessa cidade. Porém, não largo o meu Rio por nada nesse mundo. “Ser feliz em Ipanema e encher a cara no Leblon” é o meu sonho de vida!

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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Saldo positivo.. \Õ

Hoje, pela primeira vez, falei em voz alta para alguém o que eu quero para faculdade (fazer da vida). SIM, EU ME DECIDI! Farei Comunicação Social, na área de jornalismo. É o que eu amo fazer, escrever e fotografar é definitivamente a minha praia. Não sei se tenho vocação para isso ou se realmente dará certo, mas eu vou tentar com todas as minhas forças desempenhar esse papel e que eu finalmente poderei dizer "é isso que eu quero para toda vida". Meio forte essas palavras, eu sei, mas estou em um momento que eu só consigo pensar no “para sempre” ou “nunca mais”, na verdade fui criada para pensar assim, de uma maneira definitiva.
Bom... Hoje o dia não começou nada bem, ontem a noite foi péssima, que acabou refletindo no minha manhã e acabei não acordando na hora. Estou vivendo em um momento VAGA-LUME da minha vida, na verdade sempre fui meio morcego. A noite é sempre melhor que o dia. Estou trocando o dia pela noite, eu sei que faz mal, mas gosto do seu silêncio, gosto do seu cheiro. Sou completamente da noite, a luz do dia me cansa, me desanima, o barulho e as pessoas sempre desesperadas levando uma vida de mesmices com suas eternas reclamações. É sempre tão agitado, tão desesperador, tão sufocante que não me deixa raciocinar, não me permite ouvir meus próprios pensamentos. Gosto de dormir com o dia nascendo e acordar depois da hora do almoço. Não abdico das minhas responsabilidades durante a semana mesmo sendo massacrante, suporto com uma boa garota, eu sei que o mundo é do dia, mas às vezes, a minha necessidade da noite interfere no meu cotidiano e acaba acontecendo o que aconteceu hoje (o meu atraso surreal para o trabalho). Durante o final de semana, enquanto todos dormem, minha cabeça voa, vai a lugares que eu nem sabia que existia. À noite, o escuro, o silêncio, é tudo tão atraente, tão gostoso!

Eu nasci para viver na rua, para ver o mundo acontecer, claro, à noite. Boêmia é de fato a minha praia, mas enquanto a vida me impossibilita de viver tudo que eu tenho para viver, o silêncio, me basta. À noite me basta, na verdade. Amar a lua mais que o sol, as estrelas mais que as nuvens, esse amor é o que movimenta a minha vida, é o que me faz querer viver, mais e mais, é a busca pelo novo, a busca pelo infinito, a busca pelo o que há de verdade em mim. Eu posso não saber o que quero, mas sei muito bem o que eu não quero. Não quero ser chata, levar uma vida tediosa, levar uma vida com uma mesma rotina, levar a semana torcendo pela chegada da sexta à noite para extravasar. A vida não pode e não deve ser assim, a vida tem que  ser levada com prazer, tem que ser válida, se não valorizar a sua semana, que toma maior parte de seu tempo, a sua vida será sem valor absoluto... E EU QUERO UM SALDO POSITIVO PARA MINHA VIDA! 


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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Carta de alforria..

Estar em um estado de graça o tempo todo não é para todos. 
Tem momentos que não se sabe o que fazer que ficamos meio perdidos, sem saber a real função na vida, na terra, mas também acha cedo para eu decidir, para escolher onde e com quem quer estar.
Engraçado é que a algum tempo atrás, achava que minha carta de alforria era um Namorado e hoje percebo que só mudei de dono, só mudei a pessoa a dar satisfação, não que meu namorado não seja um amor, um anjo que Deus mandou para minha vida, mas não dá para parar de pensar nisso.
Uma menina que sempre sonhou com a liberdade, que sempre almejou não ter hora para voltar para casa, que sempre quis VIVER. Hoje, depois dos 18 anos de idade, precisa, ainda assim, pedir permissão para fazer qualquer coisa, precisa avisar que vai à esquina.
Sinto-me cuspindo para o alto e com um cuspe certeiro na testa, mas não consigo parar de pensar em como seria se nada fosse do jeito que é. Não digo que seria perfeito, claro que não. Diferente, começando pelo meu corpo (assunto tabu até para mim mesma), eu sei que é só ter força de vontade, fazer uma caminha todo dia de manhã, comer bem (coisa que eu já faço), me movimentar, meu corpo não quer nada mais que isso, mas sabe aquela história do anjinho e do diabinho (ELES EXISTEM), enquanto o anjinho diz tudo isto, o diabinho fala, você não vai conseguir, acostume-se a ser assim, viva de acordo com suas limitações e está bom, ame quem te amar desse jeito e está mais do que bom. Infelizmente, o diabinho sempre vence. Depois vem a minha mãe: Sua superproteção me sufoca, desde pequena, tive medo dela, não medo de apanhar, minha mãe nunca me bateu, mas até hoje suas palavras e olhares de repressão me machucam. Chegamos a um ponto de uma briga em que ela me disse que se não fosse do jeito dela, era bom eu catar um lugar, ainda vivo sob seu comando e ponto. Tenho certeza que ela nunca faria isso, temos somente uma à outra, mas as suas palavras são tão fortes que não me deixam bater de frente com o seus pensamentos que é completamente diferente dos meus. Eu a amo mais que tudo no mundo e o meu respeito por ela não me deixa passar por cima de suas opiniões para viver as minhas. 
Fazer 18, 19 anos não mudou em nada na minha vida, como eu disse, só mudei de dono. Amar e estar namorando não se tornou uma escolha e sim uma condição. Minha mãe e o diabinho sempre dizem: “Hoje em dia homem é artigo raro” (realmente é) e isso me dá um medo de ser uma velha gorda solteirona, mal amada que fez com que eu me agarrasse nele, eu gosto muito dele, muito mesmo, mas me falta algo para completar essa relação que só vivendo no mundo com total liberdade que vou estar inteira. 
Falta-me história, falta-me vivencia, falta-me noites viradas (que ele tem muitas e se cansou), falta-me maturidade, falta-me liberdade de errar.
Não sei como errar, não sei se posso errar e me amedronta o fato do meu erro pode interferir diretamente na vida de alguém, sendo da minha mãe ou dele ou mesmo na minha. Eu quero conhecer o mundo, namorar muito antes de me casar, morar em albergue em uma cidade estranha durante um tempo, ver e viver coisas completamente diferentes para mim, ter liberdade - LIBERDADE - realmente eu não sei o que é isso, não sei o que essa palavra significa. Não penso em terminar o meu namoro ou matar a minha mãe, o problema não está neles, está no momento da vida imposta a mim. Eu sempre quis ter um namorado, es que o sujeito surgiu e eu percebi que minha falta de vivencia não sabe lidar com o relacionamento sério.
Somos completamente diferentes, músicas, comportamento, criação, visão de vida, religião... Com tudo, nos completamos, sim. A vida deu-me um criação, um lord, um gato, sim eu o amo, mas o que falta em mim, ele já viveu muito, lugares que frequentou, pessoas que conheceu, relacionamentos que já teve e EU?? Menina criada por uma mulher rígida, que mentia para dar uns beijinhos no amiguinho do colégio. 

EU QUERO MAIS! Quero ter uma história, quero ver o dia amanhecer na praia com colegas, quero correr riscos. Eu nunca fui assaltada, não que isso seja uma coisa ruim, mas moro no Rio de Janeiro, mais especificamente na Zona Norte. Minha mãe costuma dizer que o jovem acha que nunca nada vai acontecer com ele, mas que TUDO pode acontecer, pois o mundo está MUITO PERIGOSO, e está, e eu nunca fui assaltada, olha o nível de proteção. Até ir ao cinema com amigos é um parto dentro da minha casa! QUERO PODER CHUTAR TUDO PARA O ALTO E VIVER, mas... Viver o que?

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Lua, Rainha!

Uma simples rocha que ao refletir a luz do sol se torna a mais bela, como em um conto de fadas, a Lua é como se fosse a Cinderela. A lua em sua majestade como se estivesse ao lado oposto de seu astro rei, em um banquete organizado por Deus, uma festa que a música tocada é o tempo. A LUA, seu nome é feminino. Contem mistério e a beleza de uma mulher, intrigante, brilhante, fabulosa e extremamente misteriosa, indecifrável. 
Suas fases? Lua cheia, esplendida, chamativa, a melhor fase de toda mulher, aquela que acende o lugar aonde chega, aquela que nunca passa despercebida.
Lua minguante, ela se escondendo de si mesma, se reservando do mundo, envergonhada por tanto ser admirada, tímida ou sonsa. Não se sabe o que ela esconde ou esconde-se, aquela que observa mais que fala. 
Lua nova, NOVA, aquela que escolhe não aparecer, que se reinventa, que se modifica para ficar cada vez mais bonita, se reserva no direito de não se mostrar, de permanecer calada até o seu julgamento. 

Lua crescente, sorriso de gata, de gata maliciosa, de gata misteriosa e indecifrável. Um sorriso que ilumina um rosto e que mostra sua face, se tornando cheia novamente, aquela que não precisa de explicação, que mostra o que é em seu sorriso, simplesmente mostra a que veio. Contendo a beleza da alma feminina, contendo o mistério que vos ronda, olhe para lua, entenda, converse e a escute ou simplesmente a admire, cultive a sua essência, ame a como ela é, em todas as suas fases. Que por mais que repetitiva sempre LINDA!

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

E se...??

A vida e seus "E se's". Se um dia tiver que escolher entre a cabeça e o coração? Entre o que já está na sua vida e o que quer da vida? Entre a cruz e a caldeirinha? Se um dia se arrepender de seguir o coração e tiver que ouvir um "eu te disse" com um nó na garganta? Não ter a menor vocação para nada, mas ter a certeza de que gosta de escrever? (repito, sem a menor vocação) Se escolher viver da escrita e da fotografia, o que ser Jornalista? Escritora? Fotografa? Comunicadora? E se nada der certo e for obrigado a ouvir de cabeça baixa "eu te disse"? E se acabar como balconista em uma vida medíocre por tentar seguir um "sonho"? E se der certo e ficar rica escrevendo? E se ficar na área da biologia? E se ficar, vai surtar no primeiro semestre? E se gostar? E se um casulo enorme surgir e ficar dentro dele? E se dormir e acordar daqui a 10 anos com uma vida pronta me esperando? E se? E se? E se? 
Estou com tanto medo. Medo da vida, medo de me arrepender, medo de sofrer, medo de ser feliz, medo de me mostrar, medo de conhecer o mundo, medo de que o mundo me conheça. Quero voltar para o útero da minha mãe, lá era tudo mais quentinho e até a comida era selecionado a melhor parte para mim. Quero voltar para o ensino fundamental, onde minha pior nota era 9,0, eu péssima em matemática desde sempre e para sempre. Quero voltar para o ensino médio, onde tinha verdadeiros amigos e aliados para a vida. Não quero crescer. Não quero passar por essa fase de transição, eu sei que todos passam, mas parece tão mais fácil para eles. Quando me olho no espelho é difícil ter uma definição do que eu sou ou ao menos, do que eu quero ser. Fico pensando em como será a vida daqui para frente. Às vezes choro, às vezes sorrio, dou gargalhada de mim mesma por ser tão boba, por querer retroceder a vida. Será que um dia isso poderá acontecer? Acho que não. O tempo é o senhor de nossas vidas, mesmo que nós, reles mortais, tentamos domina-lo colocando em um misero relógio, mas sempre seremos seu refém.
Tudo na vida amadurece, infelizmente, eu também. O tempo tem se mostrado um grande vilão, mas não tenho certeza se posso o chama-lo assim, acho que é injusto com um cara tão legal. Sim, ele é um cara e sim, ele é legal, só é meio apresado e corriqueiro. E se o tempo parasse? Será que a foto não é uma maneira de o tempo parar?

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sábado, 26 de julho de 2014

Uma vida em algum lugar

Primeiro ela vai crescer, vai se entender como gente. Depois vai conhecer gente e vai perceber que a vida pode ser muito maior que a casa onde mora, que hoje é sua maior referencia. Hoje, deve ter uns 2 para 3 anos, penso daqui a uns 10 anos, quando começar perceber que não é mais uma menina e que está se tornando uma adolescente (sim, por que com 12 anos você é uma adolescente), quando começar a pedir para ir a praia sozinha e mãe espantada disser um sonoro Não... O tempo vai passar, vão chegar os 14 anos e a ansiedade dos 15 anos vai bater a sua porta, vai começar a achar que com 15 tudo será diferente, que 15 a idade magica. Terá uma linda festa como uma princesa rebelde que é, não usará vestido branco, e sim um vermelho, para escandalizar. Passado seu grande dia, tudo volta como dantes e a única coisa que mudou foi a sua idade.
Conhecer um menino não é uma dificuldade, difícil será fazer seus pais aceitarem que ela cresceu e que agora é uma "mulher". Perto dos 18 terá que decidir se vai ou fica. O pai pagará para ela estudar fora, em Paris, moda que é o que ela sempre quis. Mas é uma apaixonada, quer se casar com o primeiro namorado que faz 3 anos juntos, ao tomar sua decisão, escolhe viajar. O namorado de primeira não aceita e se diz irredutível na decisão, mas o amor, o primeiro amor fala muito mais alto, pede que fique ela diz que não pode, que não consegui e ele com um punhal no peito diz que esperará por ela, o tempo que for e que quando ela voltar, com certeza ele estará no aeroporto pronto para lhe dar um beijo.
A viagem acontece, 4 anos se passam e ela aprende um pouco de tudo, fala francês fluentemente e o inglês que sempre detestou teve que usar bastante, construiu um nome, um nome de respeito em Paris, conheceu muita gente, por vezes namorou, mas nada sério, se sentia livre, sempre foi assim, desde de sua decisão de usar vermelho nos 15 anos.
Decidiu voltar, agora outra mulher, na verdade uma grande mulher, avisou a todos e pediu: QUERO FESTA! Assim foi feito e o seu primeiro namorado realmente estava no aeroporto a sua espera, a saudade era tanta, mas a intimidade tão pouca, o gosto do beijo que outrora era perfeito, hoje é só mais um.
Em casa, na sua festa, com o mundinho da infância em Niterói, tudo é tão diferente, tão menor. A única coisa que parecia maior era o amor que sentia, não sabia se era saudade, ou só amor mesmo, mas era muito, muito grande.
Brasil não é Paris, era pouco reconhecida no mundo da moda, seu primeiro passo aqui era aparecer, era se mostrar e assim o fez, com muita luta conseguiu se tornar GRANDE. Seu primeiro desfile foi um sucesso, veio o segundo, o terceiro e seu nome se consolidou.
Seu primeiro namorado a venerava e ela gostava disso, gostava do que ele despertava nela, gostava da maneira que ele tentava conquista-la novamente, se fazia de difícil, se mostrava superior, mas o amava, havia esquecido o que era amor e ele a mostrara novamente.
Finalmente resolveu casar com ele sim, claro. Com 30 teve seu primeiro filho, o primeiro de 3. Todos meninos para seu desespero, a quarta veio de carro como gostava de falar, adotou uma menina, linda e bajulada pelos 3 irmãos mais velhos. Envelheceu com o nome respeitado e uma marca muito famosa ao lado de seu primeiro amor. Seus filhos tomaram seus caminhos, cresceram assim como ela. E aquele mundinho de Niterói se tornou o mais amado e o maior do mundo aos seus olhos.
Uma senhora a caminhar na praia ao lado de seu respectivo senhor... Então, é ela! 

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Photo: Michelle Werlich
Conto: Kássia Hellen





quinta-feira, 10 de julho de 2014

Cazuza.. *-*

Como começou a minha história com o Cazuza... Eu não lembro exatamente. Sou nova demais e não vi e nem vivi nos tempos de glória desse ídolo, mas alguém pode dizer "aaaaah, mas sua família sempre escutou Cazuza e você aprendeu a admira-lo!". Engana-se... Na verdade, na minha infância nem rádio com cd play tinha direito. Lembro-me de uma vitrola enorme (aos meus olhos) da Gradiente, que em baixo era onde se colocava as estações de rádio e tinha uma entrada para cd (que eu nunca, digo NUNCA MESMO, vi funcionar) e em cima um toca discos (que eu só ouvia o disco da Xuxa, porque era o único que tinha lá em casa na época). Pois bem... Lembro-me que um dia, depois do falecimento do meu pai, eu tinha uns 5 para 6 anos, por aí, ouvi no rádio a música "Faz Parte do Meu Show" e simplesmente contei todinha, me lembro desse episodio especifico pela reação da minha mãe que ao me ver contando, me perguntou como eu sabia cantar aquela música, já que ela não se lembrava de ter me apresentado ao Cazuza antes, eu simplesmente não sabia, só sabia que cantava e ponto. Minha mãe falou que aquela era música do Cazuza que meu pai mais gostava, mas nunca teve o costume de ouvir (hoje se tornou minha música favorita).
Quando meu tio (padrasto) chegou à minha vida, eu tinha aproximadamente 7 anos e já era apaixonada pelo Caju, sem se quer ter nenhum cd dele. Meu tio para agradar, me deu de presente o PRIMEIRO cd da minha vida e claro não poderia ser de outro cantor, tinha que ser dele: Cazuza. Passando-se a obsessão do primeiro cd, que nessa época eu já tinha o meu próprio radiozinho e ouvia desesperadamente aquela relíquia, veio o FILME: Cazuza, O tempo não para! Lembro como se fosse hoje. Ninguém queria me levar para ver o filme, claro, nunca iriam deixar que uma pirralha de 9 anos assistisse aquele filme no cinema... Esperei, esperei... Até que saiu em DVD, nossa, que alegria... Perturbei tanto até que finalmente, meu tio alugou para mim. Numa noite, assisti ao filme com o resto da família, nas partes mais quentes, minha mãe me mandava fechar os olhos, claro, eu só fingia. A partir dai, comecei a AMAR CADA VEZ MAIS AQUELE HOMEM, até sonhar com ele, eu sonhei. Pedi para que comprassem aquele DVD para mim, mas não consegui, então baixei na internet (o que levou mais de 3 meses) e hoje sei as falar de có e salteado.  E lembra aquele primeiro cd, hoje são 10 e um da Cássia Eller (linda da minha vida) cantando Cazuza.
Nos meus 15 anos, o presente mais esperado era o livro Preciso Dizer Que Te Amo com todas as letras dele e depois vieram os outros (sim, eu tenho todos). Também nos meus 15 anos, a música na homenagem surpresa que fizeram para mim foi FAZ PARTE DO MEU SHOW (tinha que ser).
Depois passei um tempo sem ouvir Cazuza, para tentar esquecer mesmo, pois nunca gostei de fanatismo, mas não deu, voltou com muita força. Sabe qual foi minha maior emoção? O Espetáculo Pro Dia Nascer Feliz (brilhantemente protagonizado pelo Emílio Dantas). Foi maravilhoso, tanto que eu assisti duas vezes e chorando feito uma louca. Sobre o holograma? Minha maior tristeza foi não poder assistir por obra do tempo (sim, do tempo... pois tinha tudo para dar certo, mas o tempo me enganou e correu com o relógio), mas hoje, entendo que eu NUNCA poderia assistir a aquele show. Com certeza, eu morreria de emoção, meu coração não aguentaria.
Tenho amigas que o Cazuza me trouxe de presente, amigas que me levaram no Cemitério São João Batista, que me proporcionou a melhor das felicidades. Deram-me a oportunidade de conhecer a Passarinha (Lucinha Araújo) na Sociedade Viva Cazuza, uma emoção maior do mundo, a sensação mais incrível que conheci.
No entanto, eu não entendo o amor louco que sinto por ele. Veio meio sem explicação e hoje toma conta do meu Ser. É uma emoção diferente, anormal, que eu não sinto por ninguém. Um amor de fantasia, um verdadeiro amor platônico. Uma vez, em um dos meus devaneios momentâneos (que sempre acontece, mas eu gosto de pensar que é momentâneo), pensei... Será que em outra encarnação ou em outras encanações nós fomos tão, mais tão ligados que, de alguma forma, um acabava fazendo mal um ao outro e que nessa encanação que ele veio primeiro que eu, morreu antes deu nascer para exatamente não nos encontrarmos, mas mesmo assim, nosso amor superou a barreira da morte, pois ele não foi feliz com ninguém, não amou de verdade, fez loucuras com a vida em busca de uma liberdade, de um amor que nunca encontrou, viveu TUDO em tão pouco tempo e voltou para mim em outra dimensão. Veio, experimentou a vida, mas correu de volta para me encontrar e eu, 5 anos depois de sua morte terrena e renascimento para o verdadeiro lar, nasci, cresci e chegou a minha hora de experimentar a vida sem ele.
Mas se eu lhe faltei em vida, eu tenho o privilegio de tê-lo comigo hoje em forma de poesia, em forma de música, em forma de estrela, de amor... Sim, eu viajo... Mas o meu coração me diz, tem alguma coisa verdadeira nessa história, não me sinto uma simples fã, eu NÃO sou uma simples fã... Tenho outros ídolos, sei diferenciar sentimentos, por ele, eu largaria o mundo... Não sei explicar, eu SÓ SEI AMAR!

Com amor... Kássia! =*


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Último dia... FINALMENTE!

   Último dia... FINALMENTE!!!

Escrevo da secretaria da micologia e declaro aqui o meu último dia, minha carta de alforria está assinada e carimbada!
Olho para trás e vejo como foi difícil a minha entrada nesse lugar, lembro do meu primeiro dia, quando vi o quão grande era esse laboratório - só na minha cabeça - o quanto podia aprender nesse lugar e APRENDI!
Primeiro aprendi a lidar com as pessoas, que são muito diferentes de mim, aprendi a abaixar a cabeça e obedecer ordens, aprendi que dentro de um mesmo quadrado pode haver pessoas boas e ruins e que vooc tem que lidar com elas de maneira igual, aprendi a ter uma mascara de aceitação a coisas erradas que não estão ao meu alcance corrigi-las, aprendi a sorrir de piadas ruins feitas pela chefe - piadas nas quais somente ela consegui ri - aprendi a lidar com GENTE DE TODOS OS TIPOS... Profissionalmente aprendi muito sobre a micologia, conheci a fundo o mundo das micoses e seus fungos diabólicos, um mundo que até então era completamente desconhecido pra mim, lidei com pacientes, com pacientes impacientes, com médicos muito legais, com médicos BURROS (sim, amores, isso existe e muito), vi um uma simples faxineira faz toda diferença em um lugar de trabalho... Vi e vivi muita coisa nesse UM ANO DE MICÔ!

Sentimental:
Conheci pessoas maravilhosas, entre elas as Fús (FÚMIGAS) Cláudia Maria Fúmiga (farmacêutica), uma mulher incrível, que se veste divinamente, bem clássica e (quase) sempre de vestido... Conversa sobre tudo, te ajuda no que pode e no que não pode, da conselhos como ninguém, cuida de quem gosta... É UMA VERDADEIRA MÃE!
Fú Amandinha (administrativa no lab e química na vida), que garota maravilhosa, risonha e atenciosa, transparente como nunca vi, contagiante e fala pelos cotovelos, como fala esse menina (de gêmeos, só podia ser), extremante inteligente e muito criançona, agooooooora o Bob Esponja!
Fú Jéssica (biomédica), muito carinhosa e atenciosa, me ensinou muita coisa, tudo que havia aprendido com a Claudinha, me aconselhava em como lidar com o povo daqui, extremante perfeccionista, toda TOCada como dizia a Amanda, mas tão criança, brincalhona e risonha...
Marjorie (farmacêutica), minha doce Marjô, no começo bem séria e centrada, mas depois que se soltou, mostrou o que realmente era (Claudinha dizia: Essa menina é colorida) e sim ela é muito colorida, animada e feliz, vivia a me dar broca, me colocar pra comer, me mandar ir no médico (quando eu tive a merda da pneumonia ainda não diagnosticada, ela sempre me mandava procurar o médico, até que fui e tava realmente doente), MINHA SEGUNDA MÃE!
Ione (Bióloga), Andreia (Bióloga) e Rosane (Médica e chefe)... Não tenho muito pra falar delas, não coisas boas e agradáveis, Ione é muito boazinha mais não faz nada pra ajudar, fica sempre "hifando" no microscópio e não se mexe pra nada que não está na sua alçada. Andreia, brincalhona e risonha com todos, fala muito, mas é muito louca e tenta ser como a chefe, até nas atitudes ruins, não tem a menor personalidade. Rosane... dessa não falarei nada, não quero ser processada! 
Meus meninos
Raphael (administrativo), que pessoa IRRITANTE, mas se tornou meu fiel escudeiro quando as meninas sairão (Amanda, Jéssica e Marjô) é com ele que converso todo dia, que perturbo e que me perturba todo dia, vive corrigindo meu português errado (que eu teimo em falar errado só pra irritar), a gente disputa em jogos, e vivemos "brigando", trocando farpas, mas não nos desgrudamos... virou meu irmão!
Davson (farmacêutico), confesso, tenho medo dele! kkkkkkkk' Não que ele faça alguma coisa que me de medo, mas eu o respeito tanto, ele me parece estar em outro patamar, brinco com ele e tals mais sempre com uma ponta de receio, sei lá por que... Vive cantarolando e é extremante hiperativo, não fica parado nunca, NUNCA MESMO, sempre andando de um lado para o outro cantando coisa pra fazer em dia que NÃO tem nada pra fazer...
Hamilton (auxiliar) está sempre correndo, nunca vi igual... chega muito cedo, faz o que tem que fazer e saí, saí de um jeito que vooc nem vê, tipo ninja, sabe... kkk' Quando esta o lab fica assoviando comigo, como dois passarinhos (ou guarda de transito como diz o Raphael, para implicar comigo) e sempre corrigindo provas, sei lá do que, mas ele sempre tinha uma porrada de redação pra corrigir...

Não vou escrever sobre as pessoas de fora, já tô cansada, mas Lolô (faxineira da dermatologia) minha doce pimenta... kkkk' Sério, ela tá sempre resmungando, esbravejando, mas sempre com um sorriso no rosto e um abraço... Uma mulher muito simples, mas extremante sábia e percebe tudo, te da conselho com um olhar!

Booom, meu ano na micô foi bom, vejo isso agora que acabou!
Até mais, Micologia! =*

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

2012/2013 Temos assuntos a ser tratados...

É minha gente, voltei... kkkk' 

2013 foi um ano muito agitado pra mim, na verdade meu 2013 começou no final de 2012 pois foi onde minha batalha começou enfim, vamos a ela... - O tão sonhado estágio remunerado - Bom começamos a procurar estágio (faço Análises Clínicas, lembram?! rs') e claro nenhum remunerado (o tal estágio escravo) e surgiu a oportunidade de "concurso" na UERJ, um novo convenio que foi feito entre a UERJ e a FAETEC que introduziam técnicos de diversas especialidades em seus laboratórios de alto complexidade... Pois bem, recebemos um e-mail de nossa coordenadora (Regina Reis, a LINDA, PODEROSA e ANJO DA GUARDA DA TURMA 32) numa terça feira, nos convocando para inscrição desse "concurso" que seria realizado na quinta e sexta feira da mesma semana. Na quarta feira eu ainda estava pensando se iria fazer ou não (sei lá o que se passava na minha cabeça naquele momento, acho que insegurança e medo de me decepcionar) quando recebi a ligação de uma amiga, a melhor na época (haha), dizendo que eu tinha que fazer o tal "concurso" e que eu iria com ela no primeiro horário da inscrição, assim foi feito... Chegamos lá, as 8:40h da manhã e o  processo começava as 9h... Fomos uma das primeiras a serem atendidas e recebemos a noticia de que a avaliação seria naquele o mesmo momento, é claro que o desespero bateu... Fomos para o Hospital Universitário Pedro Ernesto na busca de nossos laboratórios (O meu era de Citogenética e o dela de Micologia) fomos primeiro no meu e demos de cara na porta, pois a 'CHEFONA' de lá não estava e nem sabia disso então não poderiam fazer nada... Voltamos para a UERJ, falamos com o pessoal que estava organizando as coisas, e em resumo, mudei para Micologia, mas a tal da chefe também estava de férias e a substituta não sabia o que fazer, mas foi bem carinhosa e falou que ia resolver isso, esperamos e voltamos ao lab, ela disse que não tinha conseguido falar com a chefe, mas que iria fazer de tudo e que era pra ligarmos pra lá mais tarde... Era 13h e pouca saímos de lá e fomos para a escola e da escola ficamos lingando pra lá o tempo todo, até que umas 15h e pouca, a "sub" disse que haveria entrevista naquele momento, voltamos CORRENDO para o HUPE, fizemos a entrevista juntas e juntas ficamos na ansiedade da resposta definitiva!

Um belo dia, ao chegar no colégio para fazer uma recuperação de física, veio a Regina dizendo que precisava falar comigo, me levou pra sala de e me contou - VOCÊ PASSOU!!! - uma alegria tomou conta de mim, uma eforia desesperada, agarrei e beijei a Regina e quando ela me falou o valor da bolsa, aí que o mundo desandou de vez... Perguntei - E A LARA? - Regina me respondeu - ELA NÃO - fiquei pasma, eu a vi chorando muito num banco lá trás e sinceramente não tive coragem e nem cara para falar com ela (me senti MUITO mal, a pior pessoa do mundo, tinha tirado o lugar da minha melhor amiga), com o tempo e os ânimos mais calmos, falei com ela, ela me abraçou e disse que estava tudo bem e que era pra ser eu mesmo... E FOI! ERA VERDADE... 

Em dezembro começou as férias e a luta... Íamos (Eu, Allana, Carol e Pires - pessoas que passaram para outros laboratórios pela UERJ)  de um lado para o outro em busca de assinaturas e papeis, para no dia 04/02/13 começar a batalha de um ano no HUPE! 
Mas isso é pra próxima conversa... por enquanto é "só" isso... rs

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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Mas por que Dilma?! PORQUE?

No ano de 2013 tivemos a maior passeata de cunho politico, mas sem partidário dos últimos 10 anos, que não foi só por 20 centavos, foi por uma população insatisfeita com o rumo que o Brasil estava tomando. Em todos os Estados brasileiros houve uma espécie de revolta contra o governo e Dilma, nossa querida e amada presidenta foi se justificar na televisão e falou tudo, mas não disse nada. Falou dos arruaceiros (que realmente existiram em forma dos Black Block, mas que não representava nem um pouco a proposta do movimento “Vem pra rua”), mas pegou em armas na época da ditadura, para defender o nosso país, uma ação justificável até.
Prometeu 100% dos ROYALTIES DO PETRÓLEO para educação. Dilma se esqueceu de dizer que, segundo cálculos, esses royalties não chegam nem a 1% do PIB! Mas que cara de pau!
No fim, quando viu que já não tinha mais jeito, apelou para o futebol, a paixão nacional.
Resumindo: foi preciso uma guerra nas ruas para ela, enfim, sair em rede nacional e prestar contas de seu governo - até então omisso.
Mas ela prometeu, não prometeu? Então nós vencemos? Não é bem isso. O grande problema é que essa vitória veio camuflada. Trazer médicos de fora para melhorar o SUS. OI?! Ela tem que melhorar a nossa educação e não tapar buraco com médicos de fora (Cubanos que só fazem besteiras). Trabalhei em um Hospital Universitário e lá vi que tem muito médico em formação e que não está sendo valorizados (tanto que eles foram para as ruas também), fora aqueles que morrem de estudar para passar para medicina, sendo esta a graduação mais concorrida, só na UERJ (onde eu trabalhei) mais de 7.000 pessoas concorrem e só abre 94 vagas, por que não valorizar isso?
Sendo contrária demais, porque a única coisa que ela prometeu foi estes tais ROYALTIES e esse foi muito disputado entre os estados brasileiros, você realmente acha que isso será aprovado? E se for, vem tudo pra educação mesmo? Acho difícil (espero estar muito errada).
Mas não a crítico, só acho que ela tem poder e inteligência para fazer melhor do que fez. É aquilo, para Copa tem mais de 5 bilhões para oferecer, mas para educação e para saúde o país "não conseguiu realizar por causa de limitações políticas e econômicas."
Minha cara, PresidentE Dilma Rousseff, a senhora não tem que trazer sei lá quantos médicos do exterior para dar suporte nos atendimentos dos hospitais do SUS e sim, dar suporte aos médicos e futuros médicos deste país.
Salários dignos, cursos qualificantes, boas condições de trabalho que só se conseguirá com investimentos na área da SAÚDE e não MENSALÕES e viagens para praticar a tal "política da boa vizinhança".
Obrigada pela atenção.

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