Um "A" no início e o mar fica infinito, pois o amor se faz presente, o amor se faz notar... Mar o canto azul do mundo, amar que cor será?
Por hoje, é só.. Minha mente está cansada e o corpo mais ainda, mas amanhã, depois de uma bela noite de sono, estarei renovada!
=*
domingo, 17 de agosto de 2014
sábado, 16 de agosto de 2014
Vem para vida \O/
Se sentir sozinha em
meio às áreas da praia do Arpoador é o seu estado natural. Sua companhia, de
alguma forma, é a turma que está dentro de um aparelho telefônico de última
geração e suas derradeiras aventuras narradas em um grupo no WhatsApp. A vida é a mesma todo dia, mas parece que seu aparelho é a janela
do mundo, um mundo
inaccessível em sua vivencia, um mundo de situações mágicas e amores possíveis.
"Vem para vida, Margarida?!"
É o que vivem
dizendo para ela, mas que vida
Margarida teria?
Amigos virtuais,
as mais belas fotos,
músicas incríveis no aleatório, cantores inacreditáveis, gargalhadas
longas em forma KKKKKKKKKK'.
Que decepção esse mundo lhe traria? Um mundo que só as maravilhas são mostradas, um mundo que parece
perfeito aos de qualquer um.
E se Margarida resolver encarar o mundo?
Perceber que a
praia é para estar de biquíni com aqueles mesmos amigos virtuais, que
as gargalhadas podem ter som e um som bem gostoso, um som incrivelmente gostoso. Depois da praia, um bar
com música ao vivo tocando sua ‘play list’ favorita, um cantor novo que acabará de se
tornar a maior fã. Voltar
para praia e protagonizar as melhores fotos do mundo com o sol nascendo de cenário, como nas novelas globais.
Voltar para casa
cantando Pro Dia Nascer Feliz com certo tom de deboche das pessoas ao
seu redor, pessoas que com certeza não teve a noite melhor que a sua e
esfregando na cara de quem for a
mais pura felicidade.
Com a janela de seu celular fechada e a porta do mundo aberta a sua
frente, perceberá que ser jovem
só acontece uma vez, que se não exercitar o diálogo, desaprenderá a
conversar e a timidez nunca a deixará em paz, que o tempo nunca
voltara atrás e que ela está o desperdiçando com coisas inúteis, como joguinhos
e rede sociais que nada irão acrescenta-la e o mundo continuara virtual sempre.
Quem sabe ao tirar o fone de ouvido e o rosto de seu
mundinho nesse momento, verá um surfista lindo vindo em sua direção, quem sabe
é o amor de sua vida ou
no mínimo um carinha que se tornará seu melhor amigo... VEM PARA VIDA, MARGARIDA!Conto: Kássia Hellen
Photo: Michelle Werlich
=*
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Em busca do equilíbrio..
Em busca do
equilíbrio.
Mesmo com o chão aos
meus pés,
O céu admiro
por me fazer sorrir.
Como posso ficar
entre dois
mundos?
Um me dá segurança
de um futuro,
O outro me faz
sonhar com um presente melhor...
Um é era esperança da
minha infância,
O outro é o que
o destino
me trouxe na adolescência...
Um dispara
meu coração mesmo a distância,
E o outro, entrega
o melhor de si para ver os meus olhos brilharem.
É como o claro e o escuro, um não vive sem o outro.
Dentro de mim,
o sonho e a realidade se misturam,
O querer e
o poder nunca andam juntos... Será?
Um dia, quem sabe
um dia, o equilíbrio se faça presente
E enfim encontre um porto de paz em meu
interior noturno.
=*
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Cotidiano ;)
Outro dia me
peguei admirando e fotografando uma bandeira
nacional, estranhamente em frente a uma favela do Rio. Não acho estranha
a favela, mas sim minha admiração. Eu sei que o Rio é cercado de comunidades,
que todos os bairros têm pelo menos uma favela para contar história, mas ao ver
aquela bandeira ali, um choque realidade me abateu.
Eu nasci e cresci
em uma comunidade na Zona Norte, na minha infância, ver gente armada
na rua e usuários de drogas na minha porta, era normal. Hoje, já não moro mais
lá, moro no mesmo bairro, mas em outra região e percebo o quão diferente pode
ser dois mundos.
Olhando de longe,
vendo aquelas casinhas todas amontoadas em planta mais alta, com suas caixas
d'água e suas paredes de tijolos, me pergunto então, se aquele povo tem um
rosto, tem uma voz, por que, quando eu era pequena e via as pessoas na minha
rua saindo para trabalhar de manhã e não eram os melhores empregos do mundo.
A luz faltava com
frequência e as vezes demorava 24 horas para voltar, não importava o quanto a
gente ligasse para light, nunca era o suficiente, então, descobriram o "gato" uma forma legal de ser
ilegal, depois do gato, nunca mais faltou luz. Entrega de moves e
eletrodoméstico, dificilmente entrava lá, por puro medo e eu não morava no
morro não, era só mais uma comunidade da Zona Norte.
Hoje, olhando para
o alto do morro, me pego pensando como será morar lá em cima. A melhor vista do
mundo sob que preço?
Enquanto as
pessoas correm de um lado para outro no asfalto, um sem olhar na cara do outro,
sem perceber o outro, pois o tempo não os permite esse tipo de preocupação, na
comunidade um conhece o outro pelo nome, um ajuda o outro, acontece um tipo de
cumplicidade sem igual. Quando um "favelado" vem para o asfalto,
geralmente como um trabalhador, também passa despercebido, é só mais um
tentando vencer na vida entre os leões, rezando para voltar para casa onde tudo
é mais comum, onde o Bom Dia é
dado sem dor.
E o perigo? Por
ter morando em uma comunidade, sei bem como é. Bandido de dentro não rouba
morador, e se acontece qualquer coisa com qualquer pessoa daquele lugar é questão
de honra a "vingança". Não sei como funciona nas grandes favelas, mas
pelo menos aqui era assim. É muito mais perigoso ir para o asfalto, ser
assaltado por qualquer pivete (eu
nunca fui assaltada, mas sei do que estou falando).
Eu sou extremante patriota, adoro o meu país e
especialmente amo ser carioca, amo
ser cercada de favelas e praias paradisíacas, amo nosso sotaque (o carioquex, é o melhor do mundo),
amo a nossa hospitalidade. Eu sei que o Rio é o lugar mais caro de se viver,
sei que o perigo aqui é eminente, que o transito é um horror e que tem um
pivete para cada habitante nessa cidade. Porém, não largo o meu Rio por nada
nesse mundo. “Ser feliz em Ipanema e encher a cara no
Leblon” é o meu sonho de vida!
=*
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Saldo positivo.. \Õ
Hoje, pela
primeira vez, falei em voz alta para alguém o que eu quero para faculdade (fazer da vida). SIM, EU ME DECIDI! Farei Comunicação
Social, na área de jornalismo. É o que eu amo fazer, escrever e fotografar é definitivamente
a minha praia. Não sei se tenho vocação para isso ou se realmente dará certo,
mas eu vou tentar com todas as minhas forças desempenhar esse papel e que eu
finalmente poderei dizer "é isso que
eu quero para toda vida". Meio forte essas palavras, eu sei, mas
estou em um momento que eu só consigo pensar no “para sempre” ou “nunca
mais”, na verdade fui criada para pensar assim, de uma maneira definitiva.
Bom... Hoje o dia
não começou nada bem, ontem a noite foi péssima, que acabou refletindo no minha
manhã e acabei não acordando na hora. Estou vivendo em um momento VAGA-LUME da
minha vida, na verdade sempre fui meio morcego. A noite é sempre melhor que o
dia. Estou trocando o dia pela noite, eu sei que faz mal, mas gosto do seu
silêncio, gosto do seu cheiro. Sou completamente da noite, a luz do dia me
cansa, me desanima, o barulho e as pessoas sempre desesperadas levando uma vida
de mesmices com suas eternas reclamações. É sempre tão agitado, tão
desesperador, tão sufocante que não me deixa raciocinar, não me permite ouvir
meus próprios pensamentos. Gosto de dormir com o dia nascendo e acordar depois
da hora do almoço. Não abdico das minhas responsabilidades durante a semana
mesmo sendo massacrante, suporto
com uma boa garota, eu sei que o mundo é do dia, mas às vezes, a minha
necessidade da noite interfere no meu cotidiano e acaba acontecendo o que
aconteceu hoje (o meu atraso surreal
para o trabalho). Durante o final de semana, enquanto todos dormem,
minha cabeça voa, vai a lugares que eu nem sabia que existia. À noite, o escuro, o silêncio, é tudo tão
atraente, tão gostoso!
Eu nasci para
viver na rua, para ver o mundo acontecer, claro, à noite. Boêmia é de fato
a minha praia, mas enquanto a vida me impossibilita de viver tudo que eu tenho para viver, o
silêncio, me basta. À noite me basta,
na verdade. Amar a lua mais que o sol,
as estrelas mais que as nuvens, esse amor é o que movimenta
a minha vida, é o que me faz querer viver, mais e mais, é a busca pelo novo, a
busca pelo infinito, a busca pelo o que há de verdade em mim. Eu posso não saber
o que quero, mas sei muito bem o que eu não quero. Não quero ser chata, levar
uma vida tediosa, levar uma vida com uma mesma rotina, levar a semana torcendo
pela chegada da sexta à noite para extravasar. A vida não pode e não deve ser
assim, a vida tem que ser levada com
prazer, tem que ser válida, se não valorizar a sua semana, que toma maior parte
de seu tempo, a sua vida será sem valor absoluto... E EU QUERO UM SALDO POSITIVO PARA MINHA
VIDA!
=*
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Carta de alforria..
Estar em um estado
de graça o tempo todo não é para todos.
Tem momentos que
não se sabe o que fazer que ficamos meio perdidos, sem saber a real função na
vida, na terra, mas também acha cedo para eu decidir, para escolher onde e
com quem quer estar.
Engraçado é que a
algum tempo atrás, achava que minha carta de alforria era
um Namorado e hoje percebo que só mudei de dono, só mudei a pessoa a
dar satisfação, não que meu namorado não seja um amor, um anjo que Deus mandou
para minha vida, mas não dá para parar de pensar nisso.
Uma menina que
sempre sonhou com a liberdade, que sempre almejou não ter hora para voltar para
casa, que sempre quis VIVER. Hoje, depois dos 18 anos de idade, precisa, ainda assim,
pedir permissão para fazer qualquer coisa, precisa avisar que vai à esquina.
Sinto-me cuspindo
para o alto e com um cuspe certeiro na testa, mas não consigo parar de pensar
em como seria se nada fosse do jeito que é. Não digo que
seria perfeito, claro que não. Diferente,
começando pelo meu corpo (assunto tabu
até para mim mesma), eu sei que é só ter força de vontade, fazer uma
caminha todo dia de manhã, comer bem (coisa
que eu já faço), me movimentar, meu corpo não quer nada mais que isso,
mas sabe aquela história do anjinho e do diabinho (ELES EXISTEM), enquanto o anjinho diz
tudo isto, o diabinho fala, você não vai conseguir, acostume-se a ser assim,
viva de acordo com suas limitações e está bom, ame quem te amar desse jeito e está mais do que bom. Infelizmente, o
diabinho sempre vence. Depois vem a minha mãe: Sua superproteção me sufoca, desde
pequena, tive medo dela, não medo de apanhar, minha mãe nunca me bateu, mas até hoje suas
palavras e olhares de repressão me machucam. Chegamos a um ponto de uma briga
em que ela me disse que se não fosse do jeito dela, era bom eu catar um lugar,
ainda vivo sob seu comando e ponto. Tenho certeza que ela nunca faria isso,
temos somente uma à outra, mas as suas palavras são tão fortes que não me
deixam bater de frente com o seus pensamentos que é completamente diferente dos
meus. Eu a amo mais que tudo no mundo e o meu respeito por ela não me deixa
passar por cima de suas opiniões para viver as minhas.
Fazer 18, 19 anos
não mudou em nada na minha vida, como eu disse, só mudei de dono. Amar e estar
namorando não se tornou uma escolha e sim uma condição. Minha mãe e o diabinho
sempre dizem: “Hoje em dia homem é artigo raro” (realmente é) e isso me dá um medo de ser uma velha gorda solteirona,
mal amada que fez com que eu me agarrasse nele, eu gosto muito dele, muito mesmo, mas me
falta algo para completar essa relação que só vivendo no mundo com total
liberdade que vou estar inteira.
Falta-me história, falta-me vivencia, falta-me
noites viradas (que ele tem muitas e
se cansou), falta-me maturidade, falta-me liberdade de errar.
Não sei como errar, não sei se posso errar e me
amedronta o fato do meu erro pode interferir diretamente na vida de alguém,
sendo da minha mãe ou dele ou mesmo na minha. Eu quero conhecer o mundo,
namorar muito antes de me casar, morar em albergue em uma cidade estranha
durante um tempo, ver e viver coisas completamente diferentes para mim, ter
liberdade - LIBERDADE -
realmente eu não sei o que é isso, não sei o que essa palavra significa. Não
penso em terminar o meu namoro ou matar a minha mãe, o problema não está neles,
está no momento da vida imposta a mim. Eu sempre quis ter um namorado, es que o
sujeito surgiu e eu percebi que minha falta de vivencia não sabe lidar com o
relacionamento sério.
Somos completamente diferentes, músicas,
comportamento, criação, visão de vida, religião... Com tudo, nos completamos, sim.
A vida deu-me um criação, um lord, um gato, sim eu o amo, mas o que falta em
mim, ele já viveu muito, lugares que frequentou, pessoas que conheceu,
relacionamentos que já teve e EU?? Menina criada por uma mulher rígida, que
mentia para dar uns beijinhos no amiguinho do colégio.
EU
QUERO MAIS! Quero ter uma história, quero ver o dia
amanhecer na praia com colegas, quero correr riscos. Eu nunca fui assaltada,
não que isso seja uma coisa ruim, mas moro no Rio de Janeiro, mais
especificamente na Zona Norte. Minha mãe costuma dizer que o jovem acha que
nunca nada vai acontecer com ele, mas que TUDO pode acontecer, pois o mundo está MUITO PERIGOSO, e
está, e eu nunca fui assaltada, olha o nível de proteção. Até ir ao cinema com
amigos é um parto dentro da minha casa! QUERO PODER CHUTAR TUDO PARA O ALTO E
VIVER, mas... Viver o que?
=*
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Lua, Rainha!
Uma simples rocha
que ao refletir a luz do sol se torna a mais bela, como em um conto de fadas, a
Lua é como se fosse a Cinderela. A lua em sua majestade como se estivesse ao
lado oposto de seu astro rei, em um banquete organizado por Deus, uma festa que
a música tocada é o tempo. A LUA, seu nome é feminino. Contem mistério e a
beleza de uma mulher, intrigante, brilhante, fabulosa e extremamente
misteriosa, indecifrável.
Suas fases? Lua cheia, esplendida, chamativa, a
melhor fase de toda mulher, aquela que acende o lugar aonde chega, aquela que
nunca passa despercebida.
Lua minguante, ela se
escondendo de si mesma, se reservando do mundo, envergonhada por tanto ser
admirada, tímida ou sonsa. Não se sabe o que ela esconde ou esconde-se, aquela
que observa mais que fala.
Lua nova, NOVA, aquela que escolhe não
aparecer, que se reinventa, que se modifica para ficar cada vez mais bonita, se
reserva no direito de não se mostrar, de permanecer calada até o seu
julgamento.
Lua crescente, sorriso de gata,
de gata maliciosa, de gata misteriosa e indecifrável. Um sorriso que ilumina um
rosto e que mostra sua face, se tornando cheia novamente, aquela que não
precisa de explicação, que mostra o que é em seu sorriso, simplesmente mostra a
que veio. Contendo a beleza da alma feminina, contendo o mistério que vos
ronda, olhe para lua, entenda, converse e a escute ou simplesmente a admire,
cultive a sua essência, ame a como ela é, em todas as suas fases. Que por mais
que repetitiva sempre LINDA!
=*
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
E se...??
A vida e seus
"E se's". Se um dia
tiver que escolher entre a cabeça e o coração? Entre o que já
está na sua vida e o que quer da vida? Entre a cruz e a
caldeirinha? Se um dia se arrepender de seguir o coração e tiver que ouvir um
"eu te disse" com um
nó na garganta? Não ter a menor vocação para nada, mas ter a certeza de que
gosta de escrever? (repito, sem a
menor vocação) Se escolher viver da escrita e da fotografia, o que ser Jornalista? Escritora? Fotografa? Comunicadora? E se
nada der certo e for obrigado a ouvir de cabeça baixa "eu te disse"? E se acabar como
balconista em uma vida medíocre por tentar seguir um "sonho"? E se der certo e ficar
rica escrevendo? E se ficar na área da biologia? E se ficar, vai surtar no
primeiro semestre? E se gostar? E se um casulo enorme surgir e ficar dentro
dele? E se dormir e acordar daqui a 10 anos com uma vida pronta me
esperando? E se? E se? E se?
Estou com tanto
medo. Medo da vida, medo de me
arrepender, medo de sofrer, medo de ser feliz, medo de me mostrar, medo de
conhecer o mundo, medo de que o mundo me conheça. Quero voltar para o
útero da minha mãe, lá era tudo mais quentinho e até a comida era selecionado a
melhor parte para mim. Quero voltar para o ensino fundamental, onde minha pior
nota era 9,0, eu péssima em matemática
desde sempre e para sempre. Quero voltar para o ensino médio, onde
tinha verdadeiros amigos e
aliados para a vida. Não quero crescer. Não quero passar por essa fase
de transição, eu sei que todos passam, mas parece tão mais fácil para eles.
Quando me olho no espelho é difícil ter uma definição do que eu sou ou ao
menos, do que eu quero ser. Fico pensando em como será a vida daqui para
frente. Às vezes choro, às vezes sorrio, dou gargalhada de mim mesma por ser
tão boba, por querer retroceder a vida. Será que um dia isso poderá acontecer?
Acho que não. O tempo é
o senhor de nossas vidas, mesmo que nós, reles mortais, tentamos domina-lo
colocando em um misero relógio, mas sempre seremos seu refém.
Tudo na vida amadurece, infelizmente, eu também. O
tempo tem se mostrado um grande vilão, mas não tenho certeza se posso o chama-lo
assim, acho que é injusto com um cara tão legal. Sim, ele é um cara e sim, ele
é legal, só é meio apresado e corriqueiro. E se o tempo parasse? Será que a
foto não é uma maneira de o tempo parar?=*
sábado, 26 de julho de 2014
Uma vida em algum lugar
Primeiro ela vai
crescer, vai se entender como gente. Depois vai conhecer gente e vai perceber
que a vida pode ser muito maior que a casa onde mora, que hoje é sua maior
referencia. Hoje, deve ter uns 2 para 3 anos, penso daqui a uns 10 anos, quando
começar perceber que não é mais uma menina e que está se tornando uma
adolescente (sim, por que com 12 anos você é uma adolescente), quando começar a
pedir para ir a praia sozinha e mãe espantada disser um sonoro Não... O tempo
vai passar, vão chegar os 14 anos e a ansiedade dos 15 anos vai bater a sua
porta, vai começar a achar que com 15 tudo será diferente, que 15 a idade
magica. Terá uma linda festa como uma princesa rebelde que é, não usará vestido
branco, e sim um vermelho, para escandalizar. Passado seu grande dia, tudo
volta como dantes e a única coisa que mudou foi a sua idade.
Conhecer um menino
não é uma dificuldade, difícil será fazer seus pais aceitarem que ela cresceu e
que agora é uma "mulher". Perto dos 18 terá que decidir se vai ou
fica. O pai pagará para ela estudar fora, em Paris, moda que é o que ela sempre
quis. Mas é uma apaixonada, quer se casar com o primeiro namorado que faz 3
anos juntos, ao tomar sua decisão, escolhe viajar. O namorado de primeira não
aceita e se diz irredutível na decisão, mas o amor, o primeiro amor fala muito
mais alto, pede que fique ela diz que não pode, que não consegui e ele com um
punhal no peito diz que esperará por ela, o tempo que for e que quando ela voltar,
com certeza ele estará no aeroporto pronto para lhe dar um beijo.
A viagem acontece,
4 anos se passam e ela aprende um pouco de tudo, fala francês fluentemente e o
inglês que sempre detestou teve que usar bastante, construiu um nome, um nome
de respeito em Paris, conheceu muita gente, por vezes namorou, mas nada sério,
se sentia livre, sempre foi assim, desde de sua decisão de usar vermelho nos 15
anos.
Decidiu voltar,
agora outra mulher, na verdade uma grande mulher, avisou a todos e pediu: QUERO
FESTA! Assim foi feito e o seu primeiro namorado realmente estava no aeroporto
a sua espera, a saudade era tanta, mas a intimidade tão pouca, o gosto do beijo
que outrora era perfeito, hoje é só mais um.
Em casa, na sua
festa, com o mundinho da infância em Niterói, tudo é tão diferente, tão menor. A
única coisa que parecia maior era o amor que sentia, não sabia se era saudade,
ou só amor mesmo, mas era muito, muito grande.
Brasil não é
Paris, era pouco reconhecida no mundo da moda, seu primeiro passo aqui era
aparecer, era se mostrar e assim o fez, com muita luta conseguiu se tornar GRANDE.
Seu primeiro desfile foi um sucesso, veio o segundo, o terceiro e seu nome se
consolidou.
Seu primeiro
namorado a venerava e ela gostava disso, gostava do que ele despertava nela,
gostava da maneira que ele tentava conquista-la novamente, se fazia de difícil,
se mostrava superior, mas o amava, havia esquecido o que era amor e ele a mostrara
novamente.
Finalmente resolveu
casar com ele sim, claro. Com 30 teve seu primeiro filho, o primeiro de 3.
Todos meninos para seu desespero, a quarta veio de carro como gostava de falar,
adotou uma menina, linda e bajulada pelos 3 irmãos mais velhos. Envelheceu com
o nome respeitado e uma marca muito famosa ao lado de seu primeiro amor. Seus
filhos tomaram seus caminhos, cresceram assim como ela. E aquele mundinho de
Niterói se tornou o mais amado e o maior do mundo aos seus olhos.
Uma senhora a caminhar na praia ao lado de seu
respectivo senhor... Então, é ela! =*
Photo: Michelle Werlich
Conto: Kássia Hellen
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Cazuza.. *-*
Como começou a
minha história com o Cazuza... Eu não lembro exatamente. Sou nova demais e
não vi e nem vivi nos tempos de glória desse ídolo, mas alguém pode dizer
"aaaaah, mas sua família sempre
escutou Cazuza e você aprendeu a admira-lo!". Engana-se... Na
verdade, na minha infância nem rádio com cd play tinha direito. Lembro-me de
uma vitrola enorme (aos meus olhos)
da Gradiente, que em baixo era onde se colocava as estações de rádio e tinha
uma entrada para cd (que eu nunca,
digo NUNCA MESMO, vi funcionar) e em cima um toca discos (que eu só ouvia o disco da Xuxa, porque era
o único que tinha lá em casa na época). Pois bem... Lembro-me que um
dia, depois do falecimento do meu pai, eu tinha uns 5 para 6 anos, por aí, ouvi
no rádio a música "Faz Parte do
Meu Show" e simplesmente contei todinha, me lembro desse
episodio especifico pela reação da minha mãe que ao me ver contando, me
perguntou como eu sabia cantar aquela música, já que ela não se lembrava de ter
me apresentado ao Cazuza antes, eu simplesmente não sabia, só sabia que cantava
e ponto. Minha mãe falou que aquela era música do Cazuza que meu pai mais
gostava, mas nunca teve o costume de ouvir (hoje se tornou minha música favorita).
Quando meu tio (padrasto) chegou à minha vida, eu
tinha aproximadamente 7 anos e já era apaixonada pelo Caju, sem se quer ter nenhum cd dele.
Meu tio para agradar, me deu de presente o PRIMEIRO cd da minha vida e claro não poderia ser de outro
cantor, tinha que ser dele: Cazuza. Passando-se a obsessão do primeiro cd,
que nessa época eu já tinha o meu próprio radiozinho e ouvia
desesperadamente aquela relíquia, veio o FILME: Cazuza, O tempo não para! Lembro
como se fosse hoje. Ninguém queria me levar para ver o filme, claro, nunca iriam deixar que uma
pirralha de 9 anos assistisse aquele filme no cinema... Esperei, esperei... Até que saiu em
DVD, nossa, que alegria... Perturbei tanto até que finalmente, meu tio alugou
para mim. Numa noite, assisti ao filme com o resto da família, nas partes mais
quentes, minha mãe me mandava fechar os olhos, claro, eu só fingia. A partir
dai, comecei a AMAR CADA VEZ MAIS
AQUELE HOMEM, até sonhar com ele, eu sonhei. Pedi para que comprassem
aquele DVD para mim, mas não consegui, então baixei na internet (o que levou mais de 3 meses) e hoje
sei as falar de có e salteado. E lembra
aquele primeiro cd, hoje são 10 e um da Cássia Eller (linda da minha vida) cantando Cazuza.
Nos meus 15 anos,
o presente mais esperado era o livro Preciso Dizer Que Te Amo com todas as letras dele e depois
vieram os outros (sim, eu tenho todos). Também nos meus 15 anos, a música na
homenagem surpresa que fizeram para mim foi FAZ PARTE DO MEU SHOW (tinha
que ser).
Depois passei um
tempo sem ouvir Cazuza, para tentar esquecer mesmo, pois nunca gostei de
fanatismo, mas não deu, voltou com muita força. Sabe qual foi minha maior
emoção? O Espetáculo Pro Dia
Nascer Feliz (brilhantemente
protagonizado pelo Emílio Dantas). Foi maravilhoso, tanto que eu assisti
duas vezes e chorando feito uma louca. Sobre o holograma? Minha maior tristeza
foi não poder assistir por obra do tempo (sim, do tempo... pois tinha tudo para dar certo, mas o tempo me enganou
e correu com o relógio), mas hoje, entendo que eu NUNCA poderia assistir a aquele
show. Com certeza, eu morreria de emoção, meu coração não aguentaria.
Tenho amigas que o
Cazuza me trouxe de presente, amigas que me levaram no Cemitério São João
Batista, que me proporcionou a melhor das felicidades. Deram-me a oportunidade
de conhecer a Passarinha (Lucinha Araújo) na Sociedade Viva Cazuza, uma emoção
maior do mundo, a sensação mais incrível que conheci.
No entanto, eu não
entendo o amor louco que sinto por ele. Veio meio sem explicação e hoje toma
conta do meu Ser. É uma emoção diferente, anormal, que eu não sinto por ninguém.
Um amor de fantasia, um verdadeiro amor platônico. Uma vez, em um dos meus
devaneios momentâneos (que sempre
acontece, mas eu gosto de pensar que é momentâneo), pensei... Será que
em outra encarnação ou em outras encanações nós fomos tão, mais tão ligados que,
de alguma forma, um acabava fazendo mal um ao outro e que nessa encanação que
ele veio primeiro que eu, morreu antes deu nascer para exatamente não nos
encontrarmos, mas mesmo assim, nosso amor superou a barreira da morte, pois ele
não foi feliz com ninguém, não amou de verdade, fez loucuras com a vida em
busca de uma liberdade, de um amor que nunca encontrou, viveu TUDO em tão pouco tempo e voltou
para mim em outra dimensão. Veio, experimentou a vida, mas correu de volta para
me encontrar e eu, 5 anos depois de sua morte terrena e renascimento para o
verdadeiro lar, nasci, cresci e chegou a minha hora de experimentar a vida sem
ele.
Mas se eu lhe faltei em vida, eu tenho o privilegio de
tê-lo comigo hoje em forma de poesia, em forma de música, em forma
de estrela, de amor... Sim,
eu viajo... Mas o meu coração me diz, tem alguma coisa verdadeira nessa
história, não me sinto uma simples fã, eu NÃO sou uma simples fã... Tenho outros ídolos, sei
diferenciar sentimentos, por ele, eu largaria o mundo... Não sei explicar,
eu SÓ SEI AMAR!
Com amor... Kássia! =*
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