sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Garoto de Ipanema...

Garoto Zona Sul
Nascido e criado nas ruas de Ipanema
Tem o mundo aos seus pés
O mundo ilimitado das areias de seu cartão postal particular
Conheci em um encontro
Um encontro armado
Um encontro amado
Um encontro Cazuzado
Sim, ele é um cazuzeiro
Levando a vida por aí
Varando a noite de bar em bar
Uma hora aqui a outra ali
No vai e vem de quadris
Zona Sul é o quintal de sua casa
Cabelos encaracolados
Cor da pele tingida pelo sol
Manchinhas no nariz servem de base aos seus óculos escuros
De manhã, um verdadeiro praieiro
De noite, um inigualável boêmio
Vivendo no perigo da noite
Corre risco sem medo
Escreve poemas em guardanapos de papel
Odeia tecnologia
Vive dizendo por aí 
"Eu gosto é de gente"
Agora teme ser uma cobaia de Deus
Tranca-se no quarto por medo da resposta
Odeia tecnologia
Que ironia
Sua vida estará em um e mail
A qualquer momento na sua caixa de entrada
Essa noite, queria estar em sua verdadeira casa
Baixo Leblon ou Lapa
Ver a noite brilhar
Quente, ardente em sua natureza, em cada caminhar
Bebendo, conversando, gargalhando, enfim, vivendo
Mas está em casa, aquela que foi imposta
Protegido pelas paredes frias de seu quarto
Aguardando o maldito resultado
A quentura que sente é a do seu corpo
Conversa mental
Gargalhadas deu lugar a lágrimas
A quarta feira chega
Maldito resultado finalmente aparece
Ver o brilho do celular, coração dispara
Treme, não mais de febre, emoção
"Estou com DENGUE!!!"
Seu quarto vira uma balada particular
Suas lágrimas são de alegria
Quinta feira...
Eis o sol, eis o sol
O dia nasce lindo novamente
Seu olhar não o enxerga assim há dias
O garoto zona sul voltou a brilhar
Voltou a exibir sua cor nas pedras do Arpoador.


=*





terça-feira, 19 de agosto de 2014

Não é um Poema! rs'

Uma noite, conversas, gargalhadas e risadas sem fim 
Um carinha de all star falando bobagens ao fundo 
Chamando atenção de todo mundo 
E eu, só sabia dar risada 
Todos assustados, abismados com seu teatro 
E eu, achando uma bela comédia pastelão dos anos 80 
Claro, chamei sua atenção por minha reação 
E para minha frente correu, sentou-se na mesa e me encarou nos olhos...
"Tá rindo de que?"  Grosseiramente perguntou... 
"De você"  Com clareza respondi 
"vem comigo?"  Com um tom macio na voz 
"AGORA"  acreditando ter encontrado a ilusão daquela noite..;

Ilusão, mentiras sinceras, palavras que já nem lembro mais 
Foi a madrugada mais alucinada que já vivi
A conversa mais gostosa que já tive 
E o melhor vai e vem de quadris 
Na manhã seguinte, éramos estranhos 
Estranhamente ligados
Uma linha tênue entre o mundo da insanidade e o mundo razão 
Ele um louco, all star rasgado 
Eu uma piruá de salto 
Ele sabia os piores palavrões 
Eu sabia as melhores palavras 
Ele gritava amor e ódio para o mundo ouvir 
Eu sussurrava no pé do ouvido 
Para ele um vício só era pouco 
Para mim um vício só bastava, ele 
Ciúmes, gritos, gemidos 
Era assim que a gente vivia 
Em um ritmo perfeito de pura sintonia 
Uma sintonia as avessas 
Mas sim, sintonia... 

Sinfonia, música, letras e palavras repetidas 
Frases jogadas com raiva no vento 
E na cama sempre acabava a melhor das melodias 
Seu all star entrelaçado com meu salto 
Minha lingerie pendurada na tv de plasma da sua sala 
E novamente a manhã chega 
E como um filme alucinado 
Reage como se nada tivesse acontecido 
Mudanças de humor repentinas
Sua bipolaridade me assustava e me encantava 

Uma noite, no bar onde nos conhecemos 
Uma cena de escândalo onde eu era a protagonista 
Ele estava rodeado de gente e eu cheguei com uma amiga 
"Quem é ela, porra?"  Gritou 
"Uma amiga! Você não conhece"  Respondi
"Ela é SÓ tua amiga?"  Ele gritou ainda mais alto 
"Interessa saber?"  Sutilmente respondi 
"Vai tomar no cú" 
 "Vem comigo!!!!!"  E sai
Com raiva de mais um vexame desnecessário 
E ele veio
Gritando seu amor por mim 
"EU TE AMO, PORRA"
E novamente, sua bipolaridade entre nós 
Extremas emoções e a lágrima escorreu 
Meu rosto ruboresceu 
Amor e ódio, sabia o que era aquilo 
Ele veio para perto e baixinho falou 
"eu te amo mais que mim" 
Meu passarinho querendo um cantinho 
Um cantinho dentro de mim 
E de novo, cedi 
O que aquele all star não consegue de mim? 

=*

domingo, 17 de agosto de 2014

(A)mar... *-*

Um "A" no início e o mar fica infinito, pois o amor se faz presente, o amor se faz notar... Mar o canto azul do mundo, amar que cor será? 

Por hoje, é só.. Minha mente está cansada e o corpo mais ainda, mas amanhã, depois de uma bela noite de sono, estarei renovada! 

=*

sábado, 16 de agosto de 2014

Vem para vida \O/

Se sentir sozinha em meio às áreas da praia do Arpoador é o seu estado natural. Sua companhia, de alguma forma, é a turma que está dentro de um aparelho telefônico de última geração e suas derradeiras aventuras narradas em um grupo no WhatsApp. A vida é a mesma todo dia, mas parece que seu aparelho é a janela do mundo, um mundo inaccessível em sua vivencia, um mundo de situações mágicas e amores possíveis.
"Vem para vida, Margarida?!" 
É o que vivem dizendo para ela, mas que vida Margarida teria? 
Amigos virtuais, as mais belas fotos, músicas incríveis no aleatório, cantores inacreditáveis, gargalhadas longas em forma KKKKKKKKKK'. 
Que decepção esse mundo lhe traria?  Um mundo que só as maravilhas são mostradas, um mundo que parece perfeito aos de qualquer um.
E se Margarida resolver encarar o mundo? 
Perceber que a praia é para estar de biquíni com aqueles mesmos amigos virtuais, que as gargalhadas podem ter som e um som bem gostoso, um som incrivelmente gostoso. Depois da praia, um bar com música ao vivo tocando sua ‘play list’ favorita, um cantor novo que acabará de se tornar a maior fã. Voltar para praia e protagonizar as melhores fotos do mundo com o sol nascendo de cenário, como nas novelas globais. 
Voltar para casa cantando Pro Dia Nascer Feliz com certo tom de deboche das pessoas ao seu redor, pessoas que com certeza não teve a noite melhor que a sua e esfregando na cara de quem for a mais pura felicidade.
Com a janela de seu celular fechada e a porta do mundo aberta a sua frente, perceberá que ser jovem só acontece uma vez, que se não exercitar o diálogo, desaprenderá a conversar e a timidez nunca a deixará em paz, que o tempo nunca voltara atrás e que ela está o desperdiçando com coisas inúteis, como joguinhos e rede sociais que nada irão acrescenta-la e o mundo continuara virtual sempre.
Quem sabe ao tirar o fone de ouvido e o rosto de seu mundinho nesse momento, verá um surfista lindo vindo em sua direção, quem sabe é o amor de sua vida ou no mínimo um carinha que se tornará seu melhor amigo... VEM PARA VIDA, MARGARIDA!


Conto: Kássia Hellen
Photo: Michelle Werlich

=*



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Em busca do equilíbrio..

Em busca do equilíbrio.
Mesmo com o chão aos meus pés,
O céu admiro por me fazer sorrir.
Como posso ficar entre dois mundos?
Um me dá segurança de um futuro, 
O outro me faz sonhar com um presente melhor...
Um é era esperança da minha infância,
O outro é o que o destino me trouxe na adolescência...
Um dispara meu coração mesmo a distância, 
E o outro, entrega o melhor de si para ver os meus olhos brilharem. 
  
É como o claro e o escuro, um não vive sem o outro.
Dentro de mim, o sonho e a realidade se misturam, 
O querer e o poder nunca andam juntos... Será?
Um dia, quem sabe um dia, o equilíbrio se faça presente
E enfim encontre um porto de paz em meu interior noturno.

=*

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Cotidiano ;)

Outro dia me peguei admirando e fotografando uma bandeira nacional, estranhamente em frente a uma favela do Rio. Não acho estranha a favela, mas sim minha admiração. Eu sei que o Rio é cercado de comunidades, que todos os bairros têm pelo menos uma favela para contar história, mas ao ver aquela bandeira ali, um choque realidade me abateu. 
Eu nasci e cresci em uma comunidade na Zona Norte, na minha infância, ver gente armada na rua e usuários de drogas na minha porta, era normal. Hoje, já não moro mais lá, moro no mesmo bairro, mas em outra região e percebo o quão diferente pode ser dois mundos. 
Olhando de longe, vendo aquelas casinhas todas amontoadas em planta mais alta, com suas caixas d'água e suas paredes de tijolos, me pergunto então, se aquele povo tem um rosto, tem uma voz, por que, quando eu era pequena e via as pessoas na minha rua saindo para trabalhar de manhã e não eram os melhores empregos do mundo.
A luz faltava com frequência e as vezes demorava 24 horas para voltar, não importava o quanto a gente ligasse para light, nunca era o suficiente, então, descobriram o "gato" uma forma legal de ser ilegal, depois do gato, nunca mais faltou luz. Entrega de moves e eletrodoméstico, dificilmente entrava lá, por puro medo e eu não morava no morro não, era só mais uma comunidade da Zona Norte.
Hoje, olhando para o alto do morro, me pego pensando como será morar lá em cima. A melhor vista do mundo sob que preço? 
Enquanto as pessoas correm de um lado para outro no asfalto, um sem olhar na cara do outro, sem perceber o outro, pois o tempo não os permite esse tipo de preocupação, na comunidade um conhece o outro pelo nome, um ajuda o outro, acontece um tipo de cumplicidade sem igual. Quando um "favelado" vem para o asfalto, geralmente como um trabalhador, também passa despercebido, é só mais um tentando vencer na vida entre os leões, rezando para voltar para casa onde tudo é mais comum, onde o Bom Dia é dado sem dor. 
E o perigo? Por ter morando em uma comunidade, sei bem como é. Bandido de dentro não rouba morador, e se acontece qualquer coisa com qualquer pessoa daquele lugar é questão de honra a "vingança". Não sei como funciona nas grandes favelas, mas pelo menos aqui era assim. É muito mais perigoso ir para o asfalto, ser assaltado por qualquer pivete (eu nunca fui assaltada, mas sei do que estou falando). 

Eu sou extremante patriota, adoro o meu país e especialmente amo ser carioca, amo ser cercada de favelas e praias paradisíacas, amo nosso sotaque (o carioquex, é o melhor do mundo), amo a nossa hospitalidade. Eu sei que o Rio é o lugar mais caro de se viver, sei que o perigo aqui é eminente, que o transito é um horror e que tem um pivete para cada habitante nessa cidade. Porém, não largo o meu Rio por nada nesse mundo. “Ser feliz em Ipanema e encher a cara no Leblon” é o meu sonho de vida!

=*

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Saldo positivo.. \Õ

Hoje, pela primeira vez, falei em voz alta para alguém o que eu quero para faculdade (fazer da vida). SIM, EU ME DECIDI! Farei Comunicação Social, na área de jornalismo. É o que eu amo fazer, escrever e fotografar é definitivamente a minha praia. Não sei se tenho vocação para isso ou se realmente dará certo, mas eu vou tentar com todas as minhas forças desempenhar esse papel e que eu finalmente poderei dizer "é isso que eu quero para toda vida". Meio forte essas palavras, eu sei, mas estou em um momento que eu só consigo pensar no “para sempre” ou “nunca mais”, na verdade fui criada para pensar assim, de uma maneira definitiva.
Bom... Hoje o dia não começou nada bem, ontem a noite foi péssima, que acabou refletindo no minha manhã e acabei não acordando na hora. Estou vivendo em um momento VAGA-LUME da minha vida, na verdade sempre fui meio morcego. A noite é sempre melhor que o dia. Estou trocando o dia pela noite, eu sei que faz mal, mas gosto do seu silêncio, gosto do seu cheiro. Sou completamente da noite, a luz do dia me cansa, me desanima, o barulho e as pessoas sempre desesperadas levando uma vida de mesmices com suas eternas reclamações. É sempre tão agitado, tão desesperador, tão sufocante que não me deixa raciocinar, não me permite ouvir meus próprios pensamentos. Gosto de dormir com o dia nascendo e acordar depois da hora do almoço. Não abdico das minhas responsabilidades durante a semana mesmo sendo massacrante, suporto com uma boa garota, eu sei que o mundo é do dia, mas às vezes, a minha necessidade da noite interfere no meu cotidiano e acaba acontecendo o que aconteceu hoje (o meu atraso surreal para o trabalho). Durante o final de semana, enquanto todos dormem, minha cabeça voa, vai a lugares que eu nem sabia que existia. À noite, o escuro, o silêncio, é tudo tão atraente, tão gostoso!

Eu nasci para viver na rua, para ver o mundo acontecer, claro, à noite. Boêmia é de fato a minha praia, mas enquanto a vida me impossibilita de viver tudo que eu tenho para viver, o silêncio, me basta. À noite me basta, na verdade. Amar a lua mais que o sol, as estrelas mais que as nuvens, esse amor é o que movimenta a minha vida, é o que me faz querer viver, mais e mais, é a busca pelo novo, a busca pelo infinito, a busca pelo o que há de verdade em mim. Eu posso não saber o que quero, mas sei muito bem o que eu não quero. Não quero ser chata, levar uma vida tediosa, levar uma vida com uma mesma rotina, levar a semana torcendo pela chegada da sexta à noite para extravasar. A vida não pode e não deve ser assim, a vida tem que  ser levada com prazer, tem que ser válida, se não valorizar a sua semana, que toma maior parte de seu tempo, a sua vida será sem valor absoluto... E EU QUERO UM SALDO POSITIVO PARA MINHA VIDA! 


=*

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Carta de alforria..

Estar em um estado de graça o tempo todo não é para todos. 
Tem momentos que não se sabe o que fazer que ficamos meio perdidos, sem saber a real função na vida, na terra, mas também acha cedo para eu decidir, para escolher onde e com quem quer estar.
Engraçado é que a algum tempo atrás, achava que minha carta de alforria era um Namorado e hoje percebo que só mudei de dono, só mudei a pessoa a dar satisfação, não que meu namorado não seja um amor, um anjo que Deus mandou para minha vida, mas não dá para parar de pensar nisso.
Uma menina que sempre sonhou com a liberdade, que sempre almejou não ter hora para voltar para casa, que sempre quis VIVER. Hoje, depois dos 18 anos de idade, precisa, ainda assim, pedir permissão para fazer qualquer coisa, precisa avisar que vai à esquina.
Sinto-me cuspindo para o alto e com um cuspe certeiro na testa, mas não consigo parar de pensar em como seria se nada fosse do jeito que é. Não digo que seria perfeito, claro que não. Diferente, começando pelo meu corpo (assunto tabu até para mim mesma), eu sei que é só ter força de vontade, fazer uma caminha todo dia de manhã, comer bem (coisa que eu já faço), me movimentar, meu corpo não quer nada mais que isso, mas sabe aquela história do anjinho e do diabinho (ELES EXISTEM), enquanto o anjinho diz tudo isto, o diabinho fala, você não vai conseguir, acostume-se a ser assim, viva de acordo com suas limitações e está bom, ame quem te amar desse jeito e está mais do que bom. Infelizmente, o diabinho sempre vence. Depois vem a minha mãe: Sua superproteção me sufoca, desde pequena, tive medo dela, não medo de apanhar, minha mãe nunca me bateu, mas até hoje suas palavras e olhares de repressão me machucam. Chegamos a um ponto de uma briga em que ela me disse que se não fosse do jeito dela, era bom eu catar um lugar, ainda vivo sob seu comando e ponto. Tenho certeza que ela nunca faria isso, temos somente uma à outra, mas as suas palavras são tão fortes que não me deixam bater de frente com o seus pensamentos que é completamente diferente dos meus. Eu a amo mais que tudo no mundo e o meu respeito por ela não me deixa passar por cima de suas opiniões para viver as minhas. 
Fazer 18, 19 anos não mudou em nada na minha vida, como eu disse, só mudei de dono. Amar e estar namorando não se tornou uma escolha e sim uma condição. Minha mãe e o diabinho sempre dizem: “Hoje em dia homem é artigo raro” (realmente é) e isso me dá um medo de ser uma velha gorda solteirona, mal amada que fez com que eu me agarrasse nele, eu gosto muito dele, muito mesmo, mas me falta algo para completar essa relação que só vivendo no mundo com total liberdade que vou estar inteira. 
Falta-me história, falta-me vivencia, falta-me noites viradas (que ele tem muitas e se cansou), falta-me maturidade, falta-me liberdade de errar.
Não sei como errar, não sei se posso errar e me amedronta o fato do meu erro pode interferir diretamente na vida de alguém, sendo da minha mãe ou dele ou mesmo na minha. Eu quero conhecer o mundo, namorar muito antes de me casar, morar em albergue em uma cidade estranha durante um tempo, ver e viver coisas completamente diferentes para mim, ter liberdade - LIBERDADE - realmente eu não sei o que é isso, não sei o que essa palavra significa. Não penso em terminar o meu namoro ou matar a minha mãe, o problema não está neles, está no momento da vida imposta a mim. Eu sempre quis ter um namorado, es que o sujeito surgiu e eu percebi que minha falta de vivencia não sabe lidar com o relacionamento sério.
Somos completamente diferentes, músicas, comportamento, criação, visão de vida, religião... Com tudo, nos completamos, sim. A vida deu-me um criação, um lord, um gato, sim eu o amo, mas o que falta em mim, ele já viveu muito, lugares que frequentou, pessoas que conheceu, relacionamentos que já teve e EU?? Menina criada por uma mulher rígida, que mentia para dar uns beijinhos no amiguinho do colégio. 

EU QUERO MAIS! Quero ter uma história, quero ver o dia amanhecer na praia com colegas, quero correr riscos. Eu nunca fui assaltada, não que isso seja uma coisa ruim, mas moro no Rio de Janeiro, mais especificamente na Zona Norte. Minha mãe costuma dizer que o jovem acha que nunca nada vai acontecer com ele, mas que TUDO pode acontecer, pois o mundo está MUITO PERIGOSO, e está, e eu nunca fui assaltada, olha o nível de proteção. Até ir ao cinema com amigos é um parto dentro da minha casa! QUERO PODER CHUTAR TUDO PARA O ALTO E VIVER, mas... Viver o que?

=*


segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Lua, Rainha!

Uma simples rocha que ao refletir a luz do sol se torna a mais bela, como em um conto de fadas, a Lua é como se fosse a Cinderela. A lua em sua majestade como se estivesse ao lado oposto de seu astro rei, em um banquete organizado por Deus, uma festa que a música tocada é o tempo. A LUA, seu nome é feminino. Contem mistério e a beleza de uma mulher, intrigante, brilhante, fabulosa e extremamente misteriosa, indecifrável. 
Suas fases? Lua cheia, esplendida, chamativa, a melhor fase de toda mulher, aquela que acende o lugar aonde chega, aquela que nunca passa despercebida.
Lua minguante, ela se escondendo de si mesma, se reservando do mundo, envergonhada por tanto ser admirada, tímida ou sonsa. Não se sabe o que ela esconde ou esconde-se, aquela que observa mais que fala. 
Lua nova, NOVA, aquela que escolhe não aparecer, que se reinventa, que se modifica para ficar cada vez mais bonita, se reserva no direito de não se mostrar, de permanecer calada até o seu julgamento. 

Lua crescente, sorriso de gata, de gata maliciosa, de gata misteriosa e indecifrável. Um sorriso que ilumina um rosto e que mostra sua face, se tornando cheia novamente, aquela que não precisa de explicação, que mostra o que é em seu sorriso, simplesmente mostra a que veio. Contendo a beleza da alma feminina, contendo o mistério que vos ronda, olhe para lua, entenda, converse e a escute ou simplesmente a admire, cultive a sua essência, ame a como ela é, em todas as suas fases. Que por mais que repetitiva sempre LINDA!

=


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

E se...??

A vida e seus "E se's". Se um dia tiver que escolher entre a cabeça e o coração? Entre o que já está na sua vida e o que quer da vida? Entre a cruz e a caldeirinha? Se um dia se arrepender de seguir o coração e tiver que ouvir um "eu te disse" com um nó na garganta? Não ter a menor vocação para nada, mas ter a certeza de que gosta de escrever? (repito, sem a menor vocação) Se escolher viver da escrita e da fotografia, o que ser Jornalista? Escritora? Fotografa? Comunicadora? E se nada der certo e for obrigado a ouvir de cabeça baixa "eu te disse"? E se acabar como balconista em uma vida medíocre por tentar seguir um "sonho"? E se der certo e ficar rica escrevendo? E se ficar na área da biologia? E se ficar, vai surtar no primeiro semestre? E se gostar? E se um casulo enorme surgir e ficar dentro dele? E se dormir e acordar daqui a 10 anos com uma vida pronta me esperando? E se? E se? E se? 
Estou com tanto medo. Medo da vida, medo de me arrepender, medo de sofrer, medo de ser feliz, medo de me mostrar, medo de conhecer o mundo, medo de que o mundo me conheça. Quero voltar para o útero da minha mãe, lá era tudo mais quentinho e até a comida era selecionado a melhor parte para mim. Quero voltar para o ensino fundamental, onde minha pior nota era 9,0, eu péssima em matemática desde sempre e para sempre. Quero voltar para o ensino médio, onde tinha verdadeiros amigos e aliados para a vida. Não quero crescer. Não quero passar por essa fase de transição, eu sei que todos passam, mas parece tão mais fácil para eles. Quando me olho no espelho é difícil ter uma definição do que eu sou ou ao menos, do que eu quero ser. Fico pensando em como será a vida daqui para frente. Às vezes choro, às vezes sorrio, dou gargalhada de mim mesma por ser tão boba, por querer retroceder a vida. Será que um dia isso poderá acontecer? Acho que não. O tempo é o senhor de nossas vidas, mesmo que nós, reles mortais, tentamos domina-lo colocando em um misero relógio, mas sempre seremos seu refém.
Tudo na vida amadurece, infelizmente, eu também. O tempo tem se mostrado um grande vilão, mas não tenho certeza se posso o chama-lo assim, acho que é injusto com um cara tão legal. Sim, ele é um cara e sim, ele é legal, só é meio apresado e corriqueiro. E se o tempo parasse? Será que a foto não é uma maneira de o tempo parar?

=*