domingo, 17 de agosto de 2014

(A)mar... *-*

Um "A" no início e o mar fica infinito, pois o amor se faz presente, o amor se faz notar... Mar o canto azul do mundo, amar que cor será? 

Por hoje, é só.. Minha mente está cansada e o corpo mais ainda, mas amanhã, depois de uma bela noite de sono, estarei renovada! 

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sábado, 16 de agosto de 2014

Vem para vida \O/

Se sentir sozinha em meio às áreas da praia do Arpoador é o seu estado natural. Sua companhia, de alguma forma, é a turma que está dentro de um aparelho telefônico de última geração e suas derradeiras aventuras narradas em um grupo no WhatsApp. A vida é a mesma todo dia, mas parece que seu aparelho é a janela do mundo, um mundo inaccessível em sua vivencia, um mundo de situações mágicas e amores possíveis.
"Vem para vida, Margarida?!" 
É o que vivem dizendo para ela, mas que vida Margarida teria? 
Amigos virtuais, as mais belas fotos, músicas incríveis no aleatório, cantores inacreditáveis, gargalhadas longas em forma KKKKKKKKKK'. 
Que decepção esse mundo lhe traria?  Um mundo que só as maravilhas são mostradas, um mundo que parece perfeito aos de qualquer um.
E se Margarida resolver encarar o mundo? 
Perceber que a praia é para estar de biquíni com aqueles mesmos amigos virtuais, que as gargalhadas podem ter som e um som bem gostoso, um som incrivelmente gostoso. Depois da praia, um bar com música ao vivo tocando sua ‘play list’ favorita, um cantor novo que acabará de se tornar a maior fã. Voltar para praia e protagonizar as melhores fotos do mundo com o sol nascendo de cenário, como nas novelas globais. 
Voltar para casa cantando Pro Dia Nascer Feliz com certo tom de deboche das pessoas ao seu redor, pessoas que com certeza não teve a noite melhor que a sua e esfregando na cara de quem for a mais pura felicidade.
Com a janela de seu celular fechada e a porta do mundo aberta a sua frente, perceberá que ser jovem só acontece uma vez, que se não exercitar o diálogo, desaprenderá a conversar e a timidez nunca a deixará em paz, que o tempo nunca voltara atrás e que ela está o desperdiçando com coisas inúteis, como joguinhos e rede sociais que nada irão acrescenta-la e o mundo continuara virtual sempre.
Quem sabe ao tirar o fone de ouvido e o rosto de seu mundinho nesse momento, verá um surfista lindo vindo em sua direção, quem sabe é o amor de sua vida ou no mínimo um carinha que se tornará seu melhor amigo... VEM PARA VIDA, MARGARIDA!


Conto: Kássia Hellen
Photo: Michelle Werlich

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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Em busca do equilíbrio..

Em busca do equilíbrio.
Mesmo com o chão aos meus pés,
O céu admiro por me fazer sorrir.
Como posso ficar entre dois mundos?
Um me dá segurança de um futuro, 
O outro me faz sonhar com um presente melhor...
Um é era esperança da minha infância,
O outro é o que o destino me trouxe na adolescência...
Um dispara meu coração mesmo a distância, 
E o outro, entrega o melhor de si para ver os meus olhos brilharem. 
  
É como o claro e o escuro, um não vive sem o outro.
Dentro de mim, o sonho e a realidade se misturam, 
O querer e o poder nunca andam juntos... Será?
Um dia, quem sabe um dia, o equilíbrio se faça presente
E enfim encontre um porto de paz em meu interior noturno.

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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Cotidiano ;)

Outro dia me peguei admirando e fotografando uma bandeira nacional, estranhamente em frente a uma favela do Rio. Não acho estranha a favela, mas sim minha admiração. Eu sei que o Rio é cercado de comunidades, que todos os bairros têm pelo menos uma favela para contar história, mas ao ver aquela bandeira ali, um choque realidade me abateu. 
Eu nasci e cresci em uma comunidade na Zona Norte, na minha infância, ver gente armada na rua e usuários de drogas na minha porta, era normal. Hoje, já não moro mais lá, moro no mesmo bairro, mas em outra região e percebo o quão diferente pode ser dois mundos. 
Olhando de longe, vendo aquelas casinhas todas amontoadas em planta mais alta, com suas caixas d'água e suas paredes de tijolos, me pergunto então, se aquele povo tem um rosto, tem uma voz, por que, quando eu era pequena e via as pessoas na minha rua saindo para trabalhar de manhã e não eram os melhores empregos do mundo.
A luz faltava com frequência e as vezes demorava 24 horas para voltar, não importava o quanto a gente ligasse para light, nunca era o suficiente, então, descobriram o "gato" uma forma legal de ser ilegal, depois do gato, nunca mais faltou luz. Entrega de moves e eletrodoméstico, dificilmente entrava lá, por puro medo e eu não morava no morro não, era só mais uma comunidade da Zona Norte.
Hoje, olhando para o alto do morro, me pego pensando como será morar lá em cima. A melhor vista do mundo sob que preço? 
Enquanto as pessoas correm de um lado para outro no asfalto, um sem olhar na cara do outro, sem perceber o outro, pois o tempo não os permite esse tipo de preocupação, na comunidade um conhece o outro pelo nome, um ajuda o outro, acontece um tipo de cumplicidade sem igual. Quando um "favelado" vem para o asfalto, geralmente como um trabalhador, também passa despercebido, é só mais um tentando vencer na vida entre os leões, rezando para voltar para casa onde tudo é mais comum, onde o Bom Dia é dado sem dor. 
E o perigo? Por ter morando em uma comunidade, sei bem como é. Bandido de dentro não rouba morador, e se acontece qualquer coisa com qualquer pessoa daquele lugar é questão de honra a "vingança". Não sei como funciona nas grandes favelas, mas pelo menos aqui era assim. É muito mais perigoso ir para o asfalto, ser assaltado por qualquer pivete (eu nunca fui assaltada, mas sei do que estou falando). 

Eu sou extremante patriota, adoro o meu país e especialmente amo ser carioca, amo ser cercada de favelas e praias paradisíacas, amo nosso sotaque (o carioquex, é o melhor do mundo), amo a nossa hospitalidade. Eu sei que o Rio é o lugar mais caro de se viver, sei que o perigo aqui é eminente, que o transito é um horror e que tem um pivete para cada habitante nessa cidade. Porém, não largo o meu Rio por nada nesse mundo. “Ser feliz em Ipanema e encher a cara no Leblon” é o meu sonho de vida!

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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Saldo positivo.. \Õ

Hoje, pela primeira vez, falei em voz alta para alguém o que eu quero para faculdade (fazer da vida). SIM, EU ME DECIDI! Farei Comunicação Social, na área de jornalismo. É o que eu amo fazer, escrever e fotografar é definitivamente a minha praia. Não sei se tenho vocação para isso ou se realmente dará certo, mas eu vou tentar com todas as minhas forças desempenhar esse papel e que eu finalmente poderei dizer "é isso que eu quero para toda vida". Meio forte essas palavras, eu sei, mas estou em um momento que eu só consigo pensar no “para sempre” ou “nunca mais”, na verdade fui criada para pensar assim, de uma maneira definitiva.
Bom... Hoje o dia não começou nada bem, ontem a noite foi péssima, que acabou refletindo no minha manhã e acabei não acordando na hora. Estou vivendo em um momento VAGA-LUME da minha vida, na verdade sempre fui meio morcego. A noite é sempre melhor que o dia. Estou trocando o dia pela noite, eu sei que faz mal, mas gosto do seu silêncio, gosto do seu cheiro. Sou completamente da noite, a luz do dia me cansa, me desanima, o barulho e as pessoas sempre desesperadas levando uma vida de mesmices com suas eternas reclamações. É sempre tão agitado, tão desesperador, tão sufocante que não me deixa raciocinar, não me permite ouvir meus próprios pensamentos. Gosto de dormir com o dia nascendo e acordar depois da hora do almoço. Não abdico das minhas responsabilidades durante a semana mesmo sendo massacrante, suporto com uma boa garota, eu sei que o mundo é do dia, mas às vezes, a minha necessidade da noite interfere no meu cotidiano e acaba acontecendo o que aconteceu hoje (o meu atraso surreal para o trabalho). Durante o final de semana, enquanto todos dormem, minha cabeça voa, vai a lugares que eu nem sabia que existia. À noite, o escuro, o silêncio, é tudo tão atraente, tão gostoso!

Eu nasci para viver na rua, para ver o mundo acontecer, claro, à noite. Boêmia é de fato a minha praia, mas enquanto a vida me impossibilita de viver tudo que eu tenho para viver, o silêncio, me basta. À noite me basta, na verdade. Amar a lua mais que o sol, as estrelas mais que as nuvens, esse amor é o que movimenta a minha vida, é o que me faz querer viver, mais e mais, é a busca pelo novo, a busca pelo infinito, a busca pelo o que há de verdade em mim. Eu posso não saber o que quero, mas sei muito bem o que eu não quero. Não quero ser chata, levar uma vida tediosa, levar uma vida com uma mesma rotina, levar a semana torcendo pela chegada da sexta à noite para extravasar. A vida não pode e não deve ser assim, a vida tem que  ser levada com prazer, tem que ser válida, se não valorizar a sua semana, que toma maior parte de seu tempo, a sua vida será sem valor absoluto... E EU QUERO UM SALDO POSITIVO PARA MINHA VIDA! 


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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Carta de alforria..

Estar em um estado de graça o tempo todo não é para todos. 
Tem momentos que não se sabe o que fazer que ficamos meio perdidos, sem saber a real função na vida, na terra, mas também acha cedo para eu decidir, para escolher onde e com quem quer estar.
Engraçado é que a algum tempo atrás, achava que minha carta de alforria era um Namorado e hoje percebo que só mudei de dono, só mudei a pessoa a dar satisfação, não que meu namorado não seja um amor, um anjo que Deus mandou para minha vida, mas não dá para parar de pensar nisso.
Uma menina que sempre sonhou com a liberdade, que sempre almejou não ter hora para voltar para casa, que sempre quis VIVER. Hoje, depois dos 18 anos de idade, precisa, ainda assim, pedir permissão para fazer qualquer coisa, precisa avisar que vai à esquina.
Sinto-me cuspindo para o alto e com um cuspe certeiro na testa, mas não consigo parar de pensar em como seria se nada fosse do jeito que é. Não digo que seria perfeito, claro que não. Diferente, começando pelo meu corpo (assunto tabu até para mim mesma), eu sei que é só ter força de vontade, fazer uma caminha todo dia de manhã, comer bem (coisa que eu já faço), me movimentar, meu corpo não quer nada mais que isso, mas sabe aquela história do anjinho e do diabinho (ELES EXISTEM), enquanto o anjinho diz tudo isto, o diabinho fala, você não vai conseguir, acostume-se a ser assim, viva de acordo com suas limitações e está bom, ame quem te amar desse jeito e está mais do que bom. Infelizmente, o diabinho sempre vence. Depois vem a minha mãe: Sua superproteção me sufoca, desde pequena, tive medo dela, não medo de apanhar, minha mãe nunca me bateu, mas até hoje suas palavras e olhares de repressão me machucam. Chegamos a um ponto de uma briga em que ela me disse que se não fosse do jeito dela, era bom eu catar um lugar, ainda vivo sob seu comando e ponto. Tenho certeza que ela nunca faria isso, temos somente uma à outra, mas as suas palavras são tão fortes que não me deixam bater de frente com o seus pensamentos que é completamente diferente dos meus. Eu a amo mais que tudo no mundo e o meu respeito por ela não me deixa passar por cima de suas opiniões para viver as minhas. 
Fazer 18, 19 anos não mudou em nada na minha vida, como eu disse, só mudei de dono. Amar e estar namorando não se tornou uma escolha e sim uma condição. Minha mãe e o diabinho sempre dizem: “Hoje em dia homem é artigo raro” (realmente é) e isso me dá um medo de ser uma velha gorda solteirona, mal amada que fez com que eu me agarrasse nele, eu gosto muito dele, muito mesmo, mas me falta algo para completar essa relação que só vivendo no mundo com total liberdade que vou estar inteira. 
Falta-me história, falta-me vivencia, falta-me noites viradas (que ele tem muitas e se cansou), falta-me maturidade, falta-me liberdade de errar.
Não sei como errar, não sei se posso errar e me amedronta o fato do meu erro pode interferir diretamente na vida de alguém, sendo da minha mãe ou dele ou mesmo na minha. Eu quero conhecer o mundo, namorar muito antes de me casar, morar em albergue em uma cidade estranha durante um tempo, ver e viver coisas completamente diferentes para mim, ter liberdade - LIBERDADE - realmente eu não sei o que é isso, não sei o que essa palavra significa. Não penso em terminar o meu namoro ou matar a minha mãe, o problema não está neles, está no momento da vida imposta a mim. Eu sempre quis ter um namorado, es que o sujeito surgiu e eu percebi que minha falta de vivencia não sabe lidar com o relacionamento sério.
Somos completamente diferentes, músicas, comportamento, criação, visão de vida, religião... Com tudo, nos completamos, sim. A vida deu-me um criação, um lord, um gato, sim eu o amo, mas o que falta em mim, ele já viveu muito, lugares que frequentou, pessoas que conheceu, relacionamentos que já teve e EU?? Menina criada por uma mulher rígida, que mentia para dar uns beijinhos no amiguinho do colégio. 

EU QUERO MAIS! Quero ter uma história, quero ver o dia amanhecer na praia com colegas, quero correr riscos. Eu nunca fui assaltada, não que isso seja uma coisa ruim, mas moro no Rio de Janeiro, mais especificamente na Zona Norte. Minha mãe costuma dizer que o jovem acha que nunca nada vai acontecer com ele, mas que TUDO pode acontecer, pois o mundo está MUITO PERIGOSO, e está, e eu nunca fui assaltada, olha o nível de proteção. Até ir ao cinema com amigos é um parto dentro da minha casa! QUERO PODER CHUTAR TUDO PARA O ALTO E VIVER, mas... Viver o que?

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Lua, Rainha!

Uma simples rocha que ao refletir a luz do sol se torna a mais bela, como em um conto de fadas, a Lua é como se fosse a Cinderela. A lua em sua majestade como se estivesse ao lado oposto de seu astro rei, em um banquete organizado por Deus, uma festa que a música tocada é o tempo. A LUA, seu nome é feminino. Contem mistério e a beleza de uma mulher, intrigante, brilhante, fabulosa e extremamente misteriosa, indecifrável. 
Suas fases? Lua cheia, esplendida, chamativa, a melhor fase de toda mulher, aquela que acende o lugar aonde chega, aquela que nunca passa despercebida.
Lua minguante, ela se escondendo de si mesma, se reservando do mundo, envergonhada por tanto ser admirada, tímida ou sonsa. Não se sabe o que ela esconde ou esconde-se, aquela que observa mais que fala. 
Lua nova, NOVA, aquela que escolhe não aparecer, que se reinventa, que se modifica para ficar cada vez mais bonita, se reserva no direito de não se mostrar, de permanecer calada até o seu julgamento. 

Lua crescente, sorriso de gata, de gata maliciosa, de gata misteriosa e indecifrável. Um sorriso que ilumina um rosto e que mostra sua face, se tornando cheia novamente, aquela que não precisa de explicação, que mostra o que é em seu sorriso, simplesmente mostra a que veio. Contendo a beleza da alma feminina, contendo o mistério que vos ronda, olhe para lua, entenda, converse e a escute ou simplesmente a admire, cultive a sua essência, ame a como ela é, em todas as suas fases. Que por mais que repetitiva sempre LINDA!

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

E se...??

A vida e seus "E se's". Se um dia tiver que escolher entre a cabeça e o coração? Entre o que já está na sua vida e o que quer da vida? Entre a cruz e a caldeirinha? Se um dia se arrepender de seguir o coração e tiver que ouvir um "eu te disse" com um nó na garganta? Não ter a menor vocação para nada, mas ter a certeza de que gosta de escrever? (repito, sem a menor vocação) Se escolher viver da escrita e da fotografia, o que ser Jornalista? Escritora? Fotografa? Comunicadora? E se nada der certo e for obrigado a ouvir de cabeça baixa "eu te disse"? E se acabar como balconista em uma vida medíocre por tentar seguir um "sonho"? E se der certo e ficar rica escrevendo? E se ficar na área da biologia? E se ficar, vai surtar no primeiro semestre? E se gostar? E se um casulo enorme surgir e ficar dentro dele? E se dormir e acordar daqui a 10 anos com uma vida pronta me esperando? E se? E se? E se? 
Estou com tanto medo. Medo da vida, medo de me arrepender, medo de sofrer, medo de ser feliz, medo de me mostrar, medo de conhecer o mundo, medo de que o mundo me conheça. Quero voltar para o útero da minha mãe, lá era tudo mais quentinho e até a comida era selecionado a melhor parte para mim. Quero voltar para o ensino fundamental, onde minha pior nota era 9,0, eu péssima em matemática desde sempre e para sempre. Quero voltar para o ensino médio, onde tinha verdadeiros amigos e aliados para a vida. Não quero crescer. Não quero passar por essa fase de transição, eu sei que todos passam, mas parece tão mais fácil para eles. Quando me olho no espelho é difícil ter uma definição do que eu sou ou ao menos, do que eu quero ser. Fico pensando em como será a vida daqui para frente. Às vezes choro, às vezes sorrio, dou gargalhada de mim mesma por ser tão boba, por querer retroceder a vida. Será que um dia isso poderá acontecer? Acho que não. O tempo é o senhor de nossas vidas, mesmo que nós, reles mortais, tentamos domina-lo colocando em um misero relógio, mas sempre seremos seu refém.
Tudo na vida amadurece, infelizmente, eu também. O tempo tem se mostrado um grande vilão, mas não tenho certeza se posso o chama-lo assim, acho que é injusto com um cara tão legal. Sim, ele é um cara e sim, ele é legal, só é meio apresado e corriqueiro. E se o tempo parasse? Será que a foto não é uma maneira de o tempo parar?

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sábado, 26 de julho de 2014

Uma vida em algum lugar

Primeiro ela vai crescer, vai se entender como gente. Depois vai conhecer gente e vai perceber que a vida pode ser muito maior que a casa onde mora, que hoje é sua maior referencia. Hoje, deve ter uns 2 para 3 anos, penso daqui a uns 10 anos, quando começar perceber que não é mais uma menina e que está se tornando uma adolescente (sim, por que com 12 anos você é uma adolescente), quando começar a pedir para ir a praia sozinha e mãe espantada disser um sonoro Não... O tempo vai passar, vão chegar os 14 anos e a ansiedade dos 15 anos vai bater a sua porta, vai começar a achar que com 15 tudo será diferente, que 15 a idade magica. Terá uma linda festa como uma princesa rebelde que é, não usará vestido branco, e sim um vermelho, para escandalizar. Passado seu grande dia, tudo volta como dantes e a única coisa que mudou foi a sua idade.
Conhecer um menino não é uma dificuldade, difícil será fazer seus pais aceitarem que ela cresceu e que agora é uma "mulher". Perto dos 18 terá que decidir se vai ou fica. O pai pagará para ela estudar fora, em Paris, moda que é o que ela sempre quis. Mas é uma apaixonada, quer se casar com o primeiro namorado que faz 3 anos juntos, ao tomar sua decisão, escolhe viajar. O namorado de primeira não aceita e se diz irredutível na decisão, mas o amor, o primeiro amor fala muito mais alto, pede que fique ela diz que não pode, que não consegui e ele com um punhal no peito diz que esperará por ela, o tempo que for e que quando ela voltar, com certeza ele estará no aeroporto pronto para lhe dar um beijo.
A viagem acontece, 4 anos se passam e ela aprende um pouco de tudo, fala francês fluentemente e o inglês que sempre detestou teve que usar bastante, construiu um nome, um nome de respeito em Paris, conheceu muita gente, por vezes namorou, mas nada sério, se sentia livre, sempre foi assim, desde de sua decisão de usar vermelho nos 15 anos.
Decidiu voltar, agora outra mulher, na verdade uma grande mulher, avisou a todos e pediu: QUERO FESTA! Assim foi feito e o seu primeiro namorado realmente estava no aeroporto a sua espera, a saudade era tanta, mas a intimidade tão pouca, o gosto do beijo que outrora era perfeito, hoje é só mais um.
Em casa, na sua festa, com o mundinho da infância em Niterói, tudo é tão diferente, tão menor. A única coisa que parecia maior era o amor que sentia, não sabia se era saudade, ou só amor mesmo, mas era muito, muito grande.
Brasil não é Paris, era pouco reconhecida no mundo da moda, seu primeiro passo aqui era aparecer, era se mostrar e assim o fez, com muita luta conseguiu se tornar GRANDE. Seu primeiro desfile foi um sucesso, veio o segundo, o terceiro e seu nome se consolidou.
Seu primeiro namorado a venerava e ela gostava disso, gostava do que ele despertava nela, gostava da maneira que ele tentava conquista-la novamente, se fazia de difícil, se mostrava superior, mas o amava, havia esquecido o que era amor e ele a mostrara novamente.
Finalmente resolveu casar com ele sim, claro. Com 30 teve seu primeiro filho, o primeiro de 3. Todos meninos para seu desespero, a quarta veio de carro como gostava de falar, adotou uma menina, linda e bajulada pelos 3 irmãos mais velhos. Envelheceu com o nome respeitado e uma marca muito famosa ao lado de seu primeiro amor. Seus filhos tomaram seus caminhos, cresceram assim como ela. E aquele mundinho de Niterói se tornou o mais amado e o maior do mundo aos seus olhos.
Uma senhora a caminhar na praia ao lado de seu respectivo senhor... Então, é ela! 

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Photo: Michelle Werlich
Conto: Kássia Hellen





quinta-feira, 10 de julho de 2014

Cazuza.. *-*

Como começou a minha história com o Cazuza... Eu não lembro exatamente. Sou nova demais e não vi e nem vivi nos tempos de glória desse ídolo, mas alguém pode dizer "aaaaah, mas sua família sempre escutou Cazuza e você aprendeu a admira-lo!". Engana-se... Na verdade, na minha infância nem rádio com cd play tinha direito. Lembro-me de uma vitrola enorme (aos meus olhos) da Gradiente, que em baixo era onde se colocava as estações de rádio e tinha uma entrada para cd (que eu nunca, digo NUNCA MESMO, vi funcionar) e em cima um toca discos (que eu só ouvia o disco da Xuxa, porque era o único que tinha lá em casa na época). Pois bem... Lembro-me que um dia, depois do falecimento do meu pai, eu tinha uns 5 para 6 anos, por aí, ouvi no rádio a música "Faz Parte do Meu Show" e simplesmente contei todinha, me lembro desse episodio especifico pela reação da minha mãe que ao me ver contando, me perguntou como eu sabia cantar aquela música, já que ela não se lembrava de ter me apresentado ao Cazuza antes, eu simplesmente não sabia, só sabia que cantava e ponto. Minha mãe falou que aquela era música do Cazuza que meu pai mais gostava, mas nunca teve o costume de ouvir (hoje se tornou minha música favorita).
Quando meu tio (padrasto) chegou à minha vida, eu tinha aproximadamente 7 anos e já era apaixonada pelo Caju, sem se quer ter nenhum cd dele. Meu tio para agradar, me deu de presente o PRIMEIRO cd da minha vida e claro não poderia ser de outro cantor, tinha que ser dele: Cazuza. Passando-se a obsessão do primeiro cd, que nessa época eu já tinha o meu próprio radiozinho e ouvia desesperadamente aquela relíquia, veio o FILME: Cazuza, O tempo não para! Lembro como se fosse hoje. Ninguém queria me levar para ver o filme, claro, nunca iriam deixar que uma pirralha de 9 anos assistisse aquele filme no cinema... Esperei, esperei... Até que saiu em DVD, nossa, que alegria... Perturbei tanto até que finalmente, meu tio alugou para mim. Numa noite, assisti ao filme com o resto da família, nas partes mais quentes, minha mãe me mandava fechar os olhos, claro, eu só fingia. A partir dai, comecei a AMAR CADA VEZ MAIS AQUELE HOMEM, até sonhar com ele, eu sonhei. Pedi para que comprassem aquele DVD para mim, mas não consegui, então baixei na internet (o que levou mais de 3 meses) e hoje sei as falar de có e salteado.  E lembra aquele primeiro cd, hoje são 10 e um da Cássia Eller (linda da minha vida) cantando Cazuza.
Nos meus 15 anos, o presente mais esperado era o livro Preciso Dizer Que Te Amo com todas as letras dele e depois vieram os outros (sim, eu tenho todos). Também nos meus 15 anos, a música na homenagem surpresa que fizeram para mim foi FAZ PARTE DO MEU SHOW (tinha que ser).
Depois passei um tempo sem ouvir Cazuza, para tentar esquecer mesmo, pois nunca gostei de fanatismo, mas não deu, voltou com muita força. Sabe qual foi minha maior emoção? O Espetáculo Pro Dia Nascer Feliz (brilhantemente protagonizado pelo Emílio Dantas). Foi maravilhoso, tanto que eu assisti duas vezes e chorando feito uma louca. Sobre o holograma? Minha maior tristeza foi não poder assistir por obra do tempo (sim, do tempo... pois tinha tudo para dar certo, mas o tempo me enganou e correu com o relógio), mas hoje, entendo que eu NUNCA poderia assistir a aquele show. Com certeza, eu morreria de emoção, meu coração não aguentaria.
Tenho amigas que o Cazuza me trouxe de presente, amigas que me levaram no Cemitério São João Batista, que me proporcionou a melhor das felicidades. Deram-me a oportunidade de conhecer a Passarinha (Lucinha Araújo) na Sociedade Viva Cazuza, uma emoção maior do mundo, a sensação mais incrível que conheci.
No entanto, eu não entendo o amor louco que sinto por ele. Veio meio sem explicação e hoje toma conta do meu Ser. É uma emoção diferente, anormal, que eu não sinto por ninguém. Um amor de fantasia, um verdadeiro amor platônico. Uma vez, em um dos meus devaneios momentâneos (que sempre acontece, mas eu gosto de pensar que é momentâneo), pensei... Será que em outra encarnação ou em outras encanações nós fomos tão, mais tão ligados que, de alguma forma, um acabava fazendo mal um ao outro e que nessa encanação que ele veio primeiro que eu, morreu antes deu nascer para exatamente não nos encontrarmos, mas mesmo assim, nosso amor superou a barreira da morte, pois ele não foi feliz com ninguém, não amou de verdade, fez loucuras com a vida em busca de uma liberdade, de um amor que nunca encontrou, viveu TUDO em tão pouco tempo e voltou para mim em outra dimensão. Veio, experimentou a vida, mas correu de volta para me encontrar e eu, 5 anos depois de sua morte terrena e renascimento para o verdadeiro lar, nasci, cresci e chegou a minha hora de experimentar a vida sem ele.
Mas se eu lhe faltei em vida, eu tenho o privilegio de tê-lo comigo hoje em forma de poesia, em forma de música, em forma de estrela, de amor... Sim, eu viajo... Mas o meu coração me diz, tem alguma coisa verdadeira nessa história, não me sinto uma simples fã, eu NÃO sou uma simples fã... Tenho outros ídolos, sei diferenciar sentimentos, por ele, eu largaria o mundo... Não sei explicar, eu SÓ SEI AMAR!

Com amor... Kássia! =*